Senador compara subserviência de Pazuello a Bolsonaro com a de um oficial nazista
Alessandro Vieira diz que Pazuello errou na condução da pandemia devido a ordens de seu superior

Nesta quinta-feira (20), o depoimento de Eduardo Pazuello foi retomado na CPI da Covid. Na ocasião, em sua fala, o senador Alessandro Vieira (Cidadania) leu um trecho da avaliação do oficial nazista Eichmann. Nela foi definido que o réu não possuía traços violentos mas fez oque fez por acreditar estar cumprindo com seu dever, conforme determinação do governo nazista, e com desejo de ascender profissionalmente. Da mesma forma, segundo o senador, Pazuello se comportaria aceitando os absurdos defendidos pelo presidentes Jair Bolsonaro (Sem partido).

Analisando o cidadão, se dizia que ele não possuía um histórico ou traços preconceituosos, não apresentava características de um caráter distorcido ou doentio. Ele agiu segundo o que acreditava ser seu dever, cumprindo ordens superiores promovido por um desejo de ascender em sua carreira profissional, na mais perfeita lógica burocrática. Cumpria ordens sem questiona-las e com eficiência sem refletir sobre o bem ou mal que pudesse causar.

Trecho da avaliação de Eichmann em julgamento de 1962 em Israel que apreciava sua participação na "solução final" contra os judeus.

Prosseguindo seu raciocínio, Vieira colocou que não acredita que Pazuello não desrespeitou a lei, e que as falhas cometidas pelo ex-ministro não foram decisões dele, mas de seu superior. Dessa forma, fazendo analogia com o caso citado, Pazuello estaria ali encobrindo o real responsável pelo desastre na condução da pandemia: Jair Bolsonaro.

Apesar de parecer sensacionalista ou forçada a comparação feita pelo senador, entende-se a lógica que ele construiu. Na sua interpretação, Vieira compreendeu que Pazuello agiu conforme o que acreditava ser seu dever perante seu superior. Se isso condiz com a verdade, só as investigações da CPI dirão.

Contém informações do G1.

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