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Quais os maiores problemas de saúde pública no Brasil?

No último dia 5 de agosto, celebramos o Dia Nacional da Saúde, data em homenagem a Oswaldo Cruz, um grande sanitarista brasileiro que viveu de 1872 a 1917.

13/08/2019 20h25 - Por Warlen Miiller - Coordenador estadual MBL SP e do MBL em Rio Preto

Crédito Ilustração – Portal R7 (https://conhecimentocientifico.r7.com)

Embora esta seja uma data muito importante e que vale ser lembrada, desde os tempos de Oswaldo Cruz muita coisa mudou, porém nossa saúde pública está longe de ser uma das melhores do mundo, e quem sofre é o povo. Abaixo irei destacar e resumir abaixo o que em “minha opinião” são 9 maiores problemas de saúde pública no Brasil:

  1. Quadro de profissionais desqualificados: Houve aumento ao acesso a educação técnica e superior, porém ainda existem muitos profissionais. Muitas faculdades não oferecem o suporte educacional e equipamentos necessários para a formação do profissional (Pública ou Privada).
  2. Falta de médicos: Além da má formação também são mal distribuídos pelo Brasil e faltam médicos de várias especialidades. Segundo o CFM (Conselho Federal de Medicina) e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) existe 1 médico para cada 470 habitantes. Nas regiões Norte e Nordeste existe em média 1 médico para 850 habitantes.
  3. Longo tempo de espera: Segundo dados do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), 39,8% dos entrevistados resolveram contratar um plano de saúde para se livrar do longo período de espera do Sistema Único de Saúde (SUS). A FILA É UM DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS!
  4. Desperdício de tempo: Os hospitais acabam gastando muito tempo sem necessidade. Não existe controle na distribuição de profissionais por paciente. É preciso dinamizar os horários de serviços em cada setor. Isso aperfeiçoará todo o processo e reduzirá as filas.
  5. Falta de leitos: Com todos os leitos ocupados, só existe uma alternativa: “maca pelos corredores”, que é desumano e eleva os riscos de complicação e até óbito dos pacientes. Segundo dados do CFM, em 2017 faltaram de leitos é a terceira necessidade mais citada por quem faz o uso do SUS.
  6. Má administração financeira: A administração do sistema público é uma tragédia pois os recursos financeiros são escassos e a má gestão desperdiça o pouco que tem. O SUS está subfinanciado e não recebe verba suficiente para atender a suas demandas.
  7. Atendimento pouco humanizado: Em muitos hospitais faltam humanização e capacitação dos profissionais no atendimento, desde a recepção até a alta do paciente devido ao despreparo e a incapacidade na prestação do atendimento. Faltam atualizações e espacializações profissionais.
  8. Escasso atendimento na emergência: As emergências são os postos mais procurados pela população e exigem um atendimento rápido e de qualidade. Segundo dados do IPEA, a avaliação dos serviços de urgência e emergência recebeu mais de 31% de avaliações negativas.
  9. Alto número de mortes: Má administração da saúde pública + quadro de profissionais desqualificados + falta de leitos + problemas no atendimento emergencial = AUMENTO de mortes. Falta agilidade e preparo para um atender em até 2h (possibilidade de sobrevivência em eventos cardíacos).

Em São José do Rio Preto temos um padrão considerado de “ouro” na saúde, porém existe muito a ser melhorado. A população reclama e com razão, afinal é uma das funções básicas e primordiais do estado fornecer Saúde, educação e segurança. Sabemos que o estado tem falhado em cumprir seu papel e existem várias políticas públicas principalmente dentro do liberalismo para resolver todos estes problemas. Basta à população entender a importância do voto e eleger pessoas preparadas pra resolver cada um destes problemas de forma justa e sem lesar o bolso do contribuinte.