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Prefeitura de Osasco fecha igreja por falta de alvará, mas a Câmara de Vereadores e a Prefeitura também não possuem o documento

Prefeitura tem fechado prédios e comércios por falta de Alvará do Corpo de Bombeiros(AVCB), mas os principais prédios da cidade também não possuem a permissão para estarem sendo utilizados.

15/08/2019 22h17 - Por Thiago Mateus – MBL Osasco

Vereador Tinha Ferreira faz solicitação de Ato de repúdio na Câmara de Osasco
Foto:Thiago Mateus

No início dessa semana, a prefeitura de Osasco, por meio de fiscalização, fechou uma igreja no bairro do KM 18. A alegação do fiscal foi que o prédio não tinha AVCB (Alvará do Corpo de Bombeiros) para estar em funcionamento. Por esse motivo, nesta quinta-feira (15) que ocorreu Sessão Ordinária na câmara de vereadores, o vereador Tinha Ferreira, fez uma solicitação de repúdio ao ato ocorrido na igreja. Em seu discurso, informou a todos presentes na sessão, que o motivo do fechamento foi por “perseguição política” do prefeito Rogério Lins; levando em consideração que o responsável da igreja tem um programa de entrevistas, e alguns convidados fazem oposição ao prefeito. A última notificação que a igreja recebeu, foi no ano de 2009, onde na época, a cidade era administrada por outro governo.

O vereador informou que a maioria dos prédios da prefeitura, também não possuem o AVCB, neles incluídos: A Câmara Municipal, Prefeitura, Fórum de Osasco, Promotoria de Osasco, mais de 150 escolas e creches, o Hospital Municipal Antônio Giglio, três Ginásios de Esportes e muitos outros. Todos esses prédios não possuem AVCB, por esse motivo, também não deveriam estar em funcionamento. O vereador então pediu a intervenção do prédio da Câmara Municipal nas próximas 24h; caso não seja feito, o prefeito estaria cometendo um ato de Prevaricação – palavras do próprio vereador – que seria a falta de cumprimento do dever.

A sessão ficou bem conturbada após o discurso do vereador. O presidente da sessão, vereador Alex da Academia, usou de seu poder algumas vezes e cortou o microfone do vereador Tinha, negando algumas solicitações de questão de ordem que o vereador fez na sessão; chegando ao ponto de decretar na primeira vez um recesso na sessão e na segunda vez, encerramento da sessão, mesmo sem ter votado as outras pautas citadas no início dos trabalhos.