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Lava Jato Paulista investiga possíveis desvios e contratações indevidas no Metrô e na CPTM

Ex-Diretor do metrô de SP, faz delação premiada após sua prisão, e nelas incluem os nomes de ex-governadores do estado, do PSDB e empreiteiras famosas pela operação.

16/08/2019 00h29 - Por Thiago Mateus – MBL Osasco

Ex Diretor do Metrô Sérgio Brasil (Foto: Alesp)

Na última sexta-feira (9), o ex-diretor do Metrô de SP, Sérgio Brasil, deu seu depoimento em forma de “delação premiada” para a Lava-Jato Paulista. Em seu depoimento, confessou a corrupção que existia nas obras das linhas 2-verde, 6-laranja e 5-lilás do metrô. A linha 9-amarela e a CPTM não foram citadas pelo ex-diretor, mas em investigação minuciosa feita pela polícia federal do estado, localizaram irregularidades nas obras da linha amarela do metrô, que foi a primeira construída através de iniciativa privada e da CPTM, responsável pelos trens que ligam as regiões metropolitanas a capital do estado. Essas irregularidades seriam “eventualmente equivalentes ou espelho” das encontradas na companhia, como favorecimentos a empreiteiras em troca de vantagens indevidas. Entre as empreiteiras as principais são: Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão.

Na delação, o ex-diretor cita diversos nomes conhecidos na política paulista, como os Ex-Governadores José Serra, Geraldo Alckmin, os secretários e assessores Alberto Goldman, Claudio Lembo e o atual vice-governador Rodrigo Garcia.

No caso dos ex-governadores, Brasil afirma que parte do dinheiro da campanha de ambos, tanto de Geraldo Alckmin quando de José Serra, foram financiadas com propinas que vieram desses “espelhos” feito pelo Metrô de SP. Em nota, a assessoria do ex-governador e atual Senador pelo estado, José Serra, negam as afirmações, alegando que todas suas contas de campanha foram prestadas pelo próprio partido e aceitas pela Justiça Eleitoral.

A delação de Brasil, citou 14 nomes a operação Lava Jato do estado de SP, onde todos esses nomes foram indiciados por corrupção e serão investigados pela operação. O acordo de Brasil também contém uma negociação de devolução de 6,6 Milhões aos cofres públicos, onde serão pagos em até 14 meses; e também a negociação de sua pena, que será feita em três anos de prisão domiciliar, dois anos em regime semiaberto e dois anos em regime aberto.

Fonte: Folha de São Paulo (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/08/delacao-da-municao-a-lava-jato-de-sp-para-apuracoes-sobre-cptm-e-linha-4.shtml )