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Educação
Greve geral da Educação evidencia o partidarismo dos docentes

O bloqueio de verbas e algumas declarações do Ministro da Educação geram paralização dos professores nesta quarta-feira

14/05/2019 20h35 - Por Iasmyn Pires

No dia 20 de março acontecia na cidade de Osasco um debate entre Rubinho Nunes (advogado do MBL), Bruno Santos (coordenador do MBL Osasco) e Douglas Martins Izzo (presidente da CUT) juntamente com Nilcea Fleury Victorino (presidente da FETE) a respeito do Projeto Escola Sem Partido.

Debate este que rendeu algumas milhares de visualizações evidenciando a falta de preparo da dupla canhota sobre o tema proposto. Além disso, expôs a dominância ideológica que existe dentro das universidades, uma vez que Nilcea, que também é professora aposentada de história, ao ser questionada sobre qualquer escritor de Direita que conhecesse,respondeu prontamente: “eu não sei”.

Hoje, há menos de dois meses desta gravação, temos mais uma prova de militância cega e falta de preparo dos líderes da educação.

Sindicalistas e professores de rede pública e, até mesmo alguns de rede privada, decidiram aderir à uma greve geral em resposta ao bloqueio de 30% da dotação orçamentária feita pelo ministro da educação, Abraham Weintraub. Este corte irá afetar especificamente três universidades: a Universidade Federal da Bahia, a Federal Fluminense e a de Brasília. Contudo a paralização é em âmbito nacional e em plena quarta feira os alunos estão sendo lesados pela falta do corpo docente.

A medida do ministro pode não ter sido a melhor, uma vez que deixa dúvidas para qual ou quais teriam sido os critérios escolhidos para selecionar tais instituições, todavia a resposta dos professores só demonstra a inclinação partidária contra o atual governo, visto que não tivemos grandes comoções quando Lula cortou mais de 1 bilhão da área, ou quando Dilma talhou 7 bi, muito menos nas diversas vezes que tivemos rendimentos pífios em rankings mundiais de educação.

Esse ciclo de dormência de mais de uma década por parte dos educadores é, no mínimo, curioso. E, mais uma vez, notamos que o interesse principal nessa briga de poderes não é pelo bem dos estudantes.

O cabo de guerra que utiliza o futuro de uma geração como corda é bastante alarmante, já que nessa briga tanto alunos de Direita, quanto de Esquerda saem perdendo. Medidas simples, como: plano de metas, flexibilização de recursos privados nas Universidades públicas e disputa pelo discurso, atualmente hegemônico, dentro das mesmas, poderiam ser ações propositivas mais eficazes.

Contudo, enquanto a prioridade não for o aluno continuaremos vendo esse tipo de paralização, normalmente regada a “balburdia, gente pelada e eventos ridículos”.