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São Paulo
Empresa de ônibus urbano pede subsídios ao município de Barretos.

Pelos cálculos apresentados pela empresa, o impacto aos cofres públicos municipais será cerca de 4,8 milhões de reais por ano.

26/07/2019 21h53 - Por Renato Guedes

Foto: Ônibus da empresa que presta serviços para o município de Barretos- MBL Barretos

Na audiência pública realizada na noite de 24 de julho na Câmara Municipal de Barretos, foi discutido o contrato de concessão do serviço de transporte público coletivo urbano de passageiros no município. A audiência foi aberta a toda população, usuária ou não do serviço.

A empresa Viasa, que a 70 anos presta serviços ao município, apresentou relatório e solicitou junto ao poder público um subsídio de R$ 1,25 por usuário de ônibus, além do valor da tarifa que hoje é de R$ 4,30.

Segundo o proprietário da empresa, Renato Sarri, se todos os usuários pagassem passagem, o valor real seria de R$ 3,05. Porém, devido ao grande número de usuários beneficiados por algum tipo de gratuidade, que hoje, segundo a empresa, são 55,88%, o custo total por passageiro é de R$ 5,55.

Nos últimos dois anos, os vereadores sem fazer o devido estudo sobre os impactos econômicos para a empresa e para o usuário de transporte de ônibus, aprovaram projetos de lei – alguns de autoria da vereadora Paula Lemos (PSB) – concedendo novas gratuidades.

Como não existe almoço grátis, por causa dos pacotes de bondade dos vereadores barretenses, hoje um usuário pagante tem um adicional de R$ 1,25 no valor da suas passagens para beneficiar quem não paga, e a empresa, além disso, quer que o contribuinte não usuário pague através dos cofres públicos do município a outra diferença, que é de R$ 1,25, o que daria cerca de R$ 4,8 milhões por ano.

Quando os projetos de lei sobre as novas gratuidades foram apresentados, o MBL em Barretos alertou sobre esses impactos econômicos para o município, mas foram sumariamente ignorados pelos vereadores.

“A conta das gratuidades chegou e, pelo visto, nenhum político vai assumir a culpa pelo acontecido, e os contribuintes já podem esperar por um compulsório rombo no seu suado e mínimo salário” – observou Renato Guedes, coordenador do MBL em Barretos.

Além dos representantes da empresa, participaram da audiência pública representantes do poder público, da OAB, do MBL e populares.

Texto e Foto: Renato Guedes – Diretor de Redação do Jornal Livre de Barretos/SP e Coordenador do núcleo do MBL em Barretos/SP.