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Coordenador do MBL Ribeirão Preto é agredido em sessão na Câmara dos Vereadores

O coordenador do MBL Ribeirão Preto é agredido em sessão tumultuada nesta quinta-feira(11), em plenário da câmara municipal

12/07/2019 02h05 - Por Hyagor Soares

Na sessão desta quinta-feira(11/07), estava na pauta a votação do projeto de lei 134/2019 de autoria do poder executivo, que dispõe sobre a qualificação das entidades sem fins lucrativos como organizações sociais de educação. Os problemas da educação municipal de Ribeirão Preto são antigos e a falta de vagas é um dos mais preocupantes. A prefeitura quando procurada para se manifestar sobre o problema, afirma não ter dinheiro para construção de novas creches.

Com a aprovação da PL134/2019 das OSs, de imediato, mais de 2000 mil crianças seriam atendidas, sendo que mais de 4000 mil crianças precisam de atendimento, até o final de 2020 mais de 90% desta demanda seria atendida. A solução desse problema segundo o PL 134/2019 seria a “terceirização das creches”, a prefeitura contraria o serviço, solucionando o déficit de vagas, desafogando os cofres públicos e trazendo as crianças de volta as salas de aula.

A sessão na câmara municipal contou com a presença de populares, líderes e membros de movimentos sociais além de membros da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo).

O coordenador do MBL de Ribeirão Preto, Marcello Bueno, estava presente na sessão juntamente com outros líderes de movimentos de rua. Ele participava da sessão quando junto com outros membros foram abordados por sindicalistas contrários a votação da medida que reagiram com violência a manifestação favorável.

“Bateram a mão no meu celular, me empurraram no chão, me deram socos, quando veio outra pessoa que também me bateu além de me xingar, eu não fiz nada, não xinguei ninguém apenas dei minha opinião”. Diz Marcello Bueno, coordenador do MBL Ribeirão Preto, sobre a agressão.

Os participantes dos movimentos sociais favoráveis a medida deixaram o plenário da câmara sob vaias, xingamentos e ainda foram chamados de “fascistas” pelo público contrário a medida.

Fonte: site www.revide.com.br
Foto: Guilherme Fuzaro / Paulo Apolinário- www.revide.com.br