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São Paulo
Completa um ano da prisão do prefeito de Mongaguá

Prefeito e Vice foram cassados pela câmara, mas vice governa com base em liminar.

09/05/2019 18h35

Nesta quinta-feira (09), completou um ano da prisão do, até então, prefeito de Mongaguá, Artur Parada Prócida, pela operação Prato Feito da polícia federal.
Na data do ocorrido, a polícia federal estava cumprindo 19 mandados de busca e apreensão em seis cidades da Baixada Santista e Vale do Ribeira, incluindo na prefeitura de Mongaguá e na casa de Artur.
No local foram encontrados R$ 4,6 milhões e U$ 217 mil em dinheiro dentro de um armário. Ao ser questionado sobre a procedência do dinheiro, não soube responder, então foi levado à superintendência da polícia federal em São Paulo para prestar depoimentos.
Em depoimento à delegada Melissa Maximino Pastor, que coordenou a operação, continuou sem saber responder a origem legal do dinheiro e foi preso por lavagem de dinheiro.
Após sua prisão, Artur informou que os R$ 4,6 milhões era sobra de campanha e os dólares, herança de seu pai.
Na mesma data, o vice-prefeito, Márcio Melo Gomes, foi afastado pela justiça por apresentar riscos às investigações.
No dia 17 de agosto de 2018, a Câmara de Mongaguá, após sessão de quase dez horas, cassou o mandato do prefeito e do vice, sendo convocada, eleição suplementar, que aconteceu no dia 28 de outubro de 2018, junto com a eleição presidencial de segundo turno. O resultado da eleição não foi divulgado, pois o Márcio assumiu a prefeitura, no dia 30 de outubro de 2018, por decisão liminar do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
O ex-prefeito, Artur, foi solto em 21 de setembro de 2018, pois no dia anterior (20), a 4ª Seção do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) recebeu, por unanimidade, a denúncia por lavagem de dinheiro, tornando-o réu e, por 3 votos a 1, a prisão foi revogada.
Na data, foram impostas medidas cautelares, como o comparecimento bimestral no TRF-3, não exercer mais o mandato, não entrar no Passo Municipal, e entregar o passaporte. Segundo o advogado de Prócida, Eugênio Malavasi, o réu não tem passaporte.
A prisão foi revogada, segundo Malavasi, pois “não estavam presentes os pressupostos da prisão preventiva”, já que Prócida já não ocupava mais o cargo de prefeito, informa o Diário do Litoral.

Coordenador Nacional do Movimento Brasil Livre