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Três candidatos a prefeito de Duque de Caxias em 2016 poderão estar inelegíveis em 2020

Zito, Washington Reis e Dica podem ficar de fora das próximas eleições municipais de Duque de Caxias.

23/01/2019 12h04

Zito, Washington Reis e Dica podem ficar de fora das próximas eleições municipais de Duque de Caxias. Os três políticos possuem pendências na justiça e podem ser enquadrados na Lei da Ficha Limpa no pleito de 2020.

Washington Reis foi o primeiro a ser condenado. A condenação do atual prefeito foi dada pelo Supremo Tribunal Federal enquanto ainda era deputado federal, em dezembro de 2016. Washington Reis foi condenado por dano ambiental a uma área em Duque de Caxias. A 2ª Turma do STF na época acolheu parcialmente o pedido da Procuradoria-Geral da República e o condenou a 7 anos de prisão por crimes ambientais e loteamento irregular durante sua primeira gestão como prefeito de Duque de Caxias (2005-2008). Em 2017, Washington Reis e seu vice, Marquinho Pessanha, tiveram seus diplomas cassados pelo TRE, que os enquadraram na Lei da Ficha Limpa. Como ainda há recursos sendo julgados, Washington Reis se mantém na prefeitura.

O segundo a entrar para a lista foi José Camilo Zito. O motivo de sua inelegibilidade veio pelo Tribunal de Contas do Estado, que reprovou suas contas em sua última gestão como prefeito de Duque de Caxias (2009-2012). Segundo relatório do TCE, no exercício de 2012, último ano de sua segunda gestão como prefeito, ficou destacado um déficit de R$ 41 milhões ao fim do mandato e insuficiência de caixa de R$ 43,8 milhões, com o descumprimento integral de despesa obrigatória. Em 2018, sua candidatura à deputado estadual já foi negada pelo TRE, que entendeu que Zito não atendia os requisitos da Lei da Ficha Limpa.

O último a integrar o grupo foi o ex-deputado estadual Jorge Moreira Theodoro, o Dica. Dica, que não conseguiu se eleger deputado federal em 2018, foi condenado por improbidade administrativa no último dia 9. O ex-deputado foi alvo de inquérito civil pelo Ministério Público por ter nomeado uma funcionária fantasma em seu gabinete na ALERJ. A funcionária Jacqueline Nascimento da Silva, lotada em seu gabinete, além de não ter atuado como tal, ainda recebia indevidamente o benefício de Auxílio Educação. Dica e Jacqueline foram condenados pela 3ª Vara do TJ-RJ a ressarcirem os cofres públicos integralmente pelo dano causado, pagamento de multa e suspensão dos direitos políticos por 8 anos. A decisão ainda cabe recurso.

Com isso, três dos quatro principais candidatos a prefeito nas últimas eleições de Duque de Caxias em 2016 podem estar inelegíveis em 2020. Além dos três, Alexandre Cardoso também poderá ficar de fora do próximo pleito, caso se confirme a reprovação de suas contas referentes ao exercício de 2016, último ano de sua gestão como prefeito, em que Cardoso recebeu parecer negativo por, entre outras irregularidades, deixar um rombo de R$ 600 milhões nas contas, aumentado pelo seu sucessor e atual prefeito, que também teve suas contas de 2017 reprovadas.

Duque de Caxias é a cidade mais rica da Baixada Fluminense, o que não foi o suficiente para que as suas últimas administrações tivessem problemas com o Tribunal de Contas do Estado.

Correspondente do MBL News no Rio de Janeiro