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Sob vaias do MBL, Ceciliano é eleito presidente da ALERJ

O núcleo estadual do movimento lotou as galerias e fez forte pressão contra o petista, que obteve uma vitória expressiva

03/02/2019 13h24

Numa eleição de chapa única, André Ceciliano (PT) foi o vencedor para ocupar o cargo de presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Ceciliano já havia assumido interinamente após a prisão do então presidente Jorge Picciani (MDB) e, a partir de agora, está eleito para o comando da Casa pelo próximo biênio (2019-2020). O petista recebeu 49 votos favoráveis dos deputados presentes e 7 contrários, enquanto outros 8 se abstiveram.

 

Nenhuma chapa de oposição foi inscrita para o pleito, pois o regimento interno da ALERJ exige um mínimo de 13 assinaturas de parlamentares. O PSL, que conta com 12 representantes, e o NOVO, que conta com 2, não conseguiram chegar a um acordo. Momentos antes do início da votação, o deputado Alexandre Freitas (NOVO), ao microfone, chegou a ofertar a possibilidade de formar uma chapa com o PSL, mas o acordo não aconteceu.

 

A votação transcorreu sob fortes protestos dos militantes do núcleo estadual do Movimento Brasil Livre do Rio de Janeiro, que ocuparam a maior parte das galerias e vaiaram intensamente os parlamentares que votaram a favor de André Ceciliano. Também foram muito criticados os deputados do próprio PSL que se abstiveram na votação, pois os mesmos foram eleitos graças a uma forte oposição ideológica à esquerda e ao Partido dos Trabalhadores.

 

Durante a votação, a segurança local recolheu duas sacolas de laranjas dos militantes do MBL, que contavam com o nome de Ceciliano escrito nas mesmas. Os manifestantes se justificaram, dizendo que não pretendiam lançar as laranjas contra ninguém, mas apenas exibi-las como forma de protesto contra deputados que votaram a favor do candidato do PT.

 

Em sua primeira entrevista após eleito, Ceciliano defendeu a posse dos deputados que se encontram presos atualmente, alegando que eles foram eleitos pela população e o fato de ainda não haver o trânsito em julgado.

23 anos, professor de matemática e coordenador do MBL na cidade do Rio de Janeiro.