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Prefeito Waguinho, de Belford Roxo, é afastado do cargo, por irregularidades apontadas pelo TCE

O prefeito Waguinho e o Deputado estadual, e ex-vice prefeito Márcio Canella, ambos do MDB, são apontados pela justiça como alvos da operação Metano

30/04/2019 10h45

A Justiça do RJ determinou o afastamento de Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (MDB), da Prefeitura de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Waguinho é um dos alvos da Operação Metano, que busca afastar nesta terça-feira (30) e outras nove pessoas de suas funções, desde servidores até secretários, o político está proibido de entrar na sede do governo.

O MP afirma que o grupo de Waguinho cometeu os crimes de organização criminosa, concussão, fraude a licitações, dispensa ilegal de licitações e peculato.

Um dos investigados é o deputado estadual Marcio Canella (MDB), ex-vice-prefeito de Belford Roxo, ele pode cumprir seu mandato na Alerj, mas está proibido pela Justiça de frequentar qualquer instalação da Prefeitura de Belford Roxo ou manter contato com os denunciados.

Além do prefeito Waguinho e do deputado Márcio Canella, dentre os 25 denunciados, estão Paulo Sérgio Corrêa Luna, secretário municipal de Conservação; Bruno de Oliveira Paes Leme Pires, ex-secretário municipal de Obras; outros servidores públicos de Belford Roxo e empresários.

A força-tarefa do Grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (Gaocrim/MP) da Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro da Polícia Civil, com apoio do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), também cumpre mandados de busca e apreensão em repartições do município e em endereços de suspeitos. O objetivo é reter documentos e telefones celulares.

O afastamento dos servidores municipais foi deferido pelo 2º Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio.

Inicialmente, foram apuradas irregularidades na contratação de empresas para a prestação dos serviços de coleta e transporte de lixo urbano, bem como de sua destinação final em aterro sanitário, a investigação teve desdobramentos que evidenciaram irregularidades em outros campos de atuação administrativa, como o da pavimentação de vias públicas e de locação de imóveis pelo executivo local.

“Foram produzidos sólidos elementos de prova que apontam, por cruzamento de dados, vínculos subjetivos entre todos os agentes denunciados, públicos e privados”, diz o MP.

No total, foram 15 pessoas apontadas pela operação Metano, dentre eles alguns foram afastados de seus cargos e outros alvo de busca e apreensão, são eles:
Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, prefeito;
Paulo Sérgio Corrêa Luna, secretário de Conservação;
Cosmo Thiago da Silva Pereira, empresário;
Edinúbia Macena Vieira, pregoeira;
Eduardo Silva de Souza, servidor;
Jefferson Mariano da Silva, servidor;
João Batista da Costa, servidor;
Severino do Ramo Macedo Medeiros, servidor;
Tassiana Zeferina Servilha, servidora;
Waldir Marinho de Oliveira, servidor.
André Luiz Santana Leal, secretário de Governo;
Bruno de Oliveira Paes Leme Pires, ex-secretário de Obras;
Flávio Francisco Gonçalves, secretário de Meio Ambiente;
Luis Carlos Ferreira Correia, secretário de Serviços Públicos;
Márcio Correia de Oliveira, secretário da Casa Civil.


Os promotores citam a “evidência de crimes gravíssimos perpetrados contra a Administração Pública por obra dos ora denunciados, responsáveis por desfalques milionários no erário municipal”.