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Rio de Janeiro
Na primeira eleição municipal do país, após direita assumir, marinheiro de ‘primeira viagem’ enfrenta velhos políticos que se revezam em falsa oposição

O suboficial da marinha Washington Tahim, apoiado por Bolsonaro, estreia na política de Iguaba Grande, encarando o antigo jogo político local

29/04/2019 16h32

A cidade de Iguaba Grande passa por um processo de eleição suplementar, pela qual um novo prefeito será eleito no dia 02 de junho. Após decisões e indecisões do STF, a população da menor cidade da Região dos Lagos, finalmente, poderá escolher um prefeito para governar por aproximadamente 500 dias. Será um mandato tampão, e entre os concorrentes da nova eleição, estão as velhas raposas da cidade:
– Pelo PR de Altineu Cortes, o filho do ex-prefeito de mesmo nome Rodolfinho Pedrosa que é morador de Araruama e foi vice e secretário da prefeita que foi afastada;
– O atual vereador Vantoil Martins que é do PPS e que na última eleição suplementar foi impugnado pelo TCE. É um candidato que pode ganhar e ser afastado novamente;
– O também vereador Miqueias Gomes do MDB é o candidato apoiado pelo grupo da prefeita que foi afastada por esquema de corrupção;
– Jeffinho do Gás que é vereador pelo PPS e o mais novo aliado da prefeita afastada, tem em seu currículo a derrota na eleição pra vereador de Japeri na Baixada Fluminense, ser ex-policial expulso da polícia militar, ser preso 2017 preventivamente por ser suspeito de matar um empresário Iguabense e receber habeas corpus em 31 de janeiro de 2018;
– A novidade vem do PSL de Bolsonaro, o escolhido foi Washington Tahim que é suboficial aviador da base aérea de São Pedro da Aldeia, e mora em Iguaba Grande há 29 anos. O marinheiro de “primeira viagem”, que quer ser prefeito, não é muito querido entre a classe política da cidade, já que o militar não faz parte do grupo político, que comumente adotam a estratégia de se dividirem em oposição em épocas de eleições.