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Rio de Janeiro
Delator afirma que Cesar Maia recebeu propina da OAS via escritório de advocacia

Ex-executivo da OAS delatou sobre suposto contrato fictício entre empreiteira e escritório de advocacia.

08/05/2019 22h25

Ex- executivo, Marcelo Tadeu, da empreiteira OAS, que virou delator na Operação Lava Jato, afirmou em seu depoimento, que, por meio de um contrato fictício com o escritório do advogado Sérgio Bermudes, a empreiteira teria pago propina à Cesar Maia.

Esse relato faz parte de um conjunto de 200 temas delatados por oito ex – funcionários da empreiteira que trabalhavam no setor de propinas. As delações são em maioria sobre casos de corrupção envolvendo agentes públicos e políticos, e essas foram homologadas pelo STF em um acordo de cooperação de julho de 2018.

Marcelo Tadeu conta que em 2013 recebeu ordens de Léo Pinheiro, presidente da OAS na época, e de Reginaldo Assunção, superintendente da empresa no estado do Rio, para que entrasse em contato com o escritório do advogado Sérgio Bermudes para fazer viabilização de pagamentos cujo destino era Cesar Maia. Os valores seriam de R$ 360 mil em honorários, onde quitaria serviços prestados pelo escritório à Cesar Maia, porém nenhum serviço foi prestado. O valor teria sido repassado via um contrato fictício.

Na delação de Tadeu foram anexados trocas de emails entre executivos da OAS e um diretor do escritório de advocacia, onde seria negociada os valores a serem pagos.

Por outro lado o ex-prefeito afirma que o relato não faz “nenhum sentido”, e afirma não ter relação entre o contrato da empreiteira com o escritório. O escritório de Sérgio Bermudes também nega contrato fictício com a empreiteira.

Sou formado como Técnico de Informáitca (2019) e membro do MBL desde 2018.