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Rio de Janeiro
Debate na UERJ termina em agressão a Deputados

Dep. Alexandre Knoploch é agredido em tentativa de debate sobre cotas

12/06/2019 18h19

Esta quarta-feira (12) foi marcado, na UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), por um possível debate democrático em formato de audiência pública sobre cotas raciais. Estiveram presentes os deputados Rodrigo Amorim (PSL), Alexandre Knoploch (PSL), Waldeck Carneiro (PT), a ex-governadora Benedita da Silva, entre outros. A audiência foi promovida por diversas comissões da Assembleia do Rio de Janeiro (Alerj).

A pauta principal seria o PL 470/2019, sendo autor o deputado Rodrigo Amorim (PSL), tendo como visão principal reavaliar o formato de aplicação das cotas raciais nas universidades estaduais do Rio de Janeiro.

No entanto, logo no início da audiência, foi solicitado pelos parlamentares do PSL que fosse cantado o Hino Nacional. Após isso, se deu início a um grande tumulto por parte dos militantes presentes, com pedidos de palavras de “ordem” e outros mais como: “NÃO VAI TER HINO”.

Foi feito pedido de “Questão de Ordem” pelo Dep. Knoploch, não só sendo desrespeitado pelo Dep. Waldeck (presidente da audiência supracitada), como também vieram a ter mais manifestos dos militantes direcionados aos parlamentares do PSL: “RACISTAS, FASCISTAS, NÃO PASSARÃO!”

Com apoio de parte da bancada, os militantes continuaram, desrespeitando não só os deputados que ali estavam, como também a comissão que foi montada para que viesse a discutir a pauta.

Inconformado com os ataques, apoio de parte da bancada e indeferimento da questão de ordem, o deputado Alexandre Knoploch discursou citando estes fatos, além de criticar o presidente da audiência, deputado Waldeck, descrevendo: “O SENHOR QUER TRANSFORMAR ISSO AQUI EM UM CIRCO” e “COMO SEMPRE TORNANDO TUDO UM PALANQUE POLÍTICO”

Após fim do tumulto, e de uma possível tentativa de agressão a partir de um “estudante”, o debate da-se início. Tendo o momento da palavra, Knoploch transcreve a necessidade de se incluir todos os outros possíveis vulneráveis históricos nas representações de cotas, como nordestino, imigrantes, entre outro. E, novamente, se da início as vais e xingamentos.

Não conformados com o amplo contraditório, os militantes continuam a algazarra, tendo como final o impedimento de saída dos deputados atacados. A segurança foi chamada, e foi analisado como necessário um cordão de isolamento para retirá-los do local. Porém, até mesmo com cordão de isolamento, um militante consegue romper a defesa e deferir um golpe ao deputado Alexandre Knoploch.

Após a saída dos agredidos, continuaram-se também as verbalizações agressivas e baixas, dando assim fim do respeito e integridade moral dos envolvidos, negativamente.

Funcionário público, discente da UFRJ/Macaé, editor e correspondente MBL News - RJ, também apaixonado por economia, filosofia e cerveja.