Witzel se revolta com a aprovação do impeachment
O agora ex-governador do Rio chegou a chamar de "golpe" o processo

Nesta sexta-feira (30), o agora ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), fez várias postagens em uma rede social durante a sessão final do Tribunal Misto que aprovou o seu impeachment. Enquanto o tribunal atingia o número mínimo de votos para tirar ele definitivamente do Poder Executivo do estado, ele tuitava e respondia os adversários políticos.

Wilson Witzel - Reprodução: REUTERS/Pilar Olivares

"Você deve viver em outro mundo. O planeta da mediocridade e infelizmente não tem condições de avaliar os trágicos resultados desse impeachment. Não consegue entender que eu fui cassado por combater a corrupção", escreveu Witzel. "Golpe!", completou.

A declaração foi em resposta ao deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), que tinha escrito:

"Confirmado o impeachment do ex-governador do RJ @wilsonwitzel! O desconhecido juiz fascista eleito com o apoio de Bolsonaro se lambuzou em casos de corrupção na gestão da pandemia e agora está definitivamente afastado do seu cargo. E aí, Witzel? Bandido bom é bandido morto?".

Witzel criticou muito o julgamento, se dizendo perseguido politicamente.

"É revoltante o resultado do processo de impeachment! A norma processual e a técnica nunca estiveram presentes. Não fui submetido a um Tribunal de um Estado de Direito, mas sim a um Tribunal Inquisitório. Com direito a um carrasco nos moldes do estado islâmico, q ñ mostrou o rosto (…) O delator que escondia 10 milhões no colchão virou herói neste Tribunal, e a única prova para o GOLPE! Todo Tribunal Inquisitório é unânime. Hoje não sou eu que sou cassado, é o Estado Democrático de Direito!", escreveu.

"Terrível mácula para a democracia brasileira. Triste", escreveu Witzel.

Ele é investigado por crime de responsabilidade e corrupção na condução da pandemia da Covid-19 no estado e dessa vez foi afastado definitivamente do mandato de governador.

A acusação afirma que havia uma caixinha de propina paga por Organizações Sociais (OSs) na área da Saúde, inclusive na liberação de restos a pagar, e que tinha Witzel como um dos beneficiários.

O valor total da propina arrecadado pelo grupo teria sido de R$ 55 milhões.

Contém informações da/o G1.
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