Prefeitura de SP anuncia criação de um plano de ação climática
O prefeito Ricardo Nunes diz que o objetivo é zerar a emissão de gás carbônico até 2050

Nesta quinta-feira dia (3), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), apresentou um plano que possui o objetivo de zerar a emissão de gás carbônico até 2050, no plano há 43 propostas de ações que visam cumprir o compromisso firmado pela rede de cidades C40 no ano de 2018.

Para o ambientalista liberal Lucas Arjona, membro do grupo de pesquisa “Biodiversidade, Biogeografia e conservação da Universidade Paulista, é preciso ter cautela com as medidas tomadas para que não aconteça o efeito contrário devido a burocracias e que as medidas devem caminhar lado a lado com o empreendedorismo e a economia.

Em entrevista ao MBL News, Lucas comentou sobre aquilo que considera O DILEMA DAS METAS:

“O gás carbônico é o maior responsável pelo fenômeno natural conhecido por efeito estufa, mas que devido à ação antrópica se torna muito mais acentuado, resultando em outro fenômeno chamado de aquecimento global, impossível de se explicar hoje em dia se não considerarmos a ação humana no planeta. Eis que surge uma algo impactante na mídia, a Prefeitura de São Paulo sinaliza que pretende ZERAR a emissão de gás carbônico até 2050. Uma notícia dessas faria qualquer ambientalista pular da cadeira e se contentar, mas, vamos ao pragmatismo, afinal ele é muito mais importante que o idealismo para nós, liberais. Entre os meios da prefeitura de São Paulo para atingir seus objetivos climáticos estão:

• “minimizar a demanda por serviços de transporte de passageiros e de carga”

• “estimular a economia verde, criando novos empregos e renda sustentáveis e o desenvolvimento da agricultura urbana”

• “gerar oportunidades para o empreendedorismo e criar novos empregos e renda na economia circular e de baixo carbono”

Entre outros, mas separei esses para levantar a discussão. 

Sempre que o Estado chama para si mesmo a responsabilidade de acabar com problemas, ainda mais de ordem climática, tudo se torna um pouco mais complicado. Precisamos manter os olhos bem abertos. É a ineficiência do Estado, a alta burocracia, os impostos abusivos e todos os problemas que nós liberais criticamos o tempo todo que fazem com que, mais do que o município de São Paulo, o Brasil não esteja liderando ou ao menos entre os líderes em combate às mudanças climáticas HOJE MESMO. Sempre bom citar que são os países no topo do Ranking de Liberdade Econômica hoje que estão revolucionando (gloriosamente) os modelos de urbanismo e tornando as cidades cada vez mais biofílicas, um grande exemplo é Cingapura!

Portanto, que haja metas, mas é nossa missão fazer com que o Estado brasileiro se torne enxuto e eficiente para que o próprio povo viabilize as mudanças positivas que o resto do mundo já está implementando.”

Confira às propostas da prefeitura para zerar a emissão de gás carbônico:

minimizar a demanda por serviços de transporte de passageiros e de carga;

aumentar a participação da mobilidade ativa e do transporte coletivo movido por combustíveis não fósseis;

aumentar a eficiência energética, apoiando-a com a regulamentação edilícia;

aumentar a utilização de energia de fontes renováveis e de geração distribuída;

reduzir a geração de resíduos e envio para aterros sanitários e aumentar o reaproveitamento e reciclagem;

aperfeiçoar processos de tratamento de resíduos sólidos e de esgoto visando diminuir os fatores de emissão.

diminuir a emissão de poluentes atmosféricos locais e aumentar a fluidez do trânsito. • reduzir o custo financeiro do conforto térmico;

aumentar a oferta de habitação popular;

estimular a economia verde, criando novos empregos e renda sustentáveis e o desenvolvimento da agricultura urbana;

redistribuir as oportunidades de trabalho e renda no território municipal;

melhorar a caminhabilidade no percurso ao ponto de ônibus; adaptar a cidade de hoje para o amanhã

gerar oportunidades para o empreendedorismo e criar novos empregos e renda na economia circular e de baixo carbono;

disseminar informações relacionadas à mudança do clima;

ampliar a inclusão da educação ambiental na rede municipal de ensino enfatizando a abordagem da mudança do clima;

preservar os serviços ecossistêmicos;

apoiar a segurança alimentar;

reduzir a vulnerabilidade socioambiental;

aumentar a infiltração de água de chuva e outros serviços ecossistêmicos.

estimular o consumo responsável de energia, água e materiais e a redução da geração de resíduos;

reduzir a utilização de combustíveis fósseis;

reduzir emissões do desmatamento;

reduzir a destinação de resíduos orgânicos para aterros sanitários.

diminuir a vulnerabilidade à escassez hídrica;

reduzir a vulnerabilidade da população à poluição do ar, a vulnerabilidade socioambiental e a exposição da população a doenças contagiosas;

ampliar a capacidade adaptativa dos sistemas de saúde e de proteção civil, e a distribuição equitativa de equipamentos de saúde;

preparar a população para a percepção das questões da mudança do clima;

apoiar a segurança alimentar;

prevenir e reduzir a exposição aos efeitos de eventos climáticos extremos.

reduzir a necessidade de deslocamentos na cidade e a destinação de resíduos orgânicos para aterros sanitários, e o consumo desnecessário de combustíveis nos veículos rodoviários;

fornecer parâmetros para orientar as medidas de redução do uso de combustível fóssil poluente;

estimular o consumo responsável de energia, água e materiais e a redução da geração de resíduos.

preservar os serviços ecossistêmicos;

ampliar a prestação de serviços ecossistêmicos pela arborização, como conforto térmico, aumento da umidade do ar, proteção da fauna, etc.;

reduzir exposição a riscos hidrológicos.

aumentar a atividade fotossintética decorrente da área vegetada, implicando em captura de carbono.

gerar oportunidades para o empreendedorismo e criar novos empregos e renda na economia circular e de baixo carbono;

disseminar informações relacionadas à mudança do clima;

ampliar a inclusão da educação ambiental na rede municipal de ensino enfatizando a abordagem da mudança do clima;

preservar os serviços ecossistêmicos;

apoiar a segurança alimentar;

reduzir a vulnerabilidade socioambiental;

aumentar a infiltração de água de chuva e outros serviços ecossistêmicos.

estimular o consumo responsável de energia, água e materiais e a redução da geração de resíduos;

reduzir a utilização de combustíveis fósseis;

reduzir emissões do desmatamento;

reduzir a destinação de resíduos orgânicos para aterros sanitários.

Contém informações do site G1

Instagram do Lucas Arjona : @arjonalucas_bio 

Você está sendo roubado! O sistema usa o seu dinheiro, abusa de privilégios e cria leis para se blindar. O MBL vai na contramão desse sistema, lutando contra o Foro Privilegiado, Fundão e na defesa da prisão em segunda Instância e reformas. A batalha é desequilibrada, nós só podemos contar com você. Doe para o MBL clicando aqui.
continua em outra matéria