Prefeita Cinthia restringe o funcionamento do comercio a partir de segunda-feira
Amanhã - 22/02 novas restrições em Palmas

De acordo com o Decreto Municipal n° 1.996, publicado na tarde de sexta-feira, o funcionamento do comercio, das instituições religiosas e das instituições públicas e privadas de ensino ficarão restritas ao horário das 6 às 20 horas. O atendimento presencial nos órgãos públicos dos municípios também ficará suspensos durante os 15 dias previstos no decreto.

Além disso, ficam restritos ainda os serviços de delivery (atendimento mediante serviço de entrega em domicílio), a partir da meia-noite, sendo proibida a retirada no local e o consumo de bebidas alcoólicas em locais públicos, bem como a realização de shows, o funcionamento de boates e a utilização dos píeres 1 e 2 da Praia da Graciosa e também a utilização das faixas de areia das praias locais. Fica ainda disposto que a inobservância ao decreto sujeitará o infrator a penalidades administrativas, cíveis e criminais, conforme o caso, e cassação de alvará se for reincidente.

A restrição do horário não será aplicada aos postos de combustíveis, farmácias, serviços hospitalares e os órgãos municipais de unidade de saúde, conselhos tutelares e serviços essenciais da secretaria municipal de desenvolvimento social como plantão social e casas de acolhimento.

Como justificativa para o decreto a prefeita utilizou as seguintes taxas de ocupação: Hospital Estadual de Combate à COVID-19 (100%); Hospital Oswaldo Cruz (100%); Hospital Santa Thereza (90%) e Hospital Geral de Palmas (67%).

Apesar de serem taxas que demonstram a lotação ou alta ocupação, o boletim epidemiológico diário n° 337, publicado pelo COE (centro de operações de emergência em saúde) demonstra que a taxa de ocupação geral de leitos de UTI é de 64,7%

Vale ainda ressaltar que cerca de 41% dos ocupantes de leitos são de pessoas residentes em outros municípios, que não são afetados pelo decreto.

A prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) postou nas redes sociais informes sobre o decreto e disse que Palmas se encontra “a beira do colapso”, apesar de não explicar qual a relação entre o consumo de bebidas alcoólicas, serviços de entrega em domicilio e diminuição no horário de funcionamento do comercio com o aumento de casos no município, nem demonstrar como sua medida pode diminuir a lotação dos leitos de UTI ocupados por residentes de outros municípios.

Os comerciantes de Palmas que já vinham sofrendo com os decretos anteriores agora se veem a beira de um novo empecilho a continuidade do seu negócio, principalmente no período pós carnaval de um ano em que as grandes aglomerações e comemorações estão inviabilizadas e seus lucros bastante reduzidos.

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