Leilão da Cedae arrecada mais de R$ 22 bilhões
O evento ocorreu na tarde de hoje

Na tarde desta sexta-feira (30), o leilão da Companhia de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) arrecadou R$ 22,69 bilhões em outorgas. O evento ocorreu no estado de São Paulo.

Sede da Cedae - Reprodução: Mauro Pimentel/AFP

O leilão foi dividido em quatro blocos. A expectativa é que os investimentos alcancem a ordem de R$ 30 bilhões ao longo de 35 anos, sendo que quase metade desse valor deve ser investido nos cinco primeiros anos de contrato.

Quatro consórcios participaram da disputa: Aegea, da corretora Ativa; Iguá projetos, da BTG Pactual, Rio Mais Saneamento, do Itaú e Redentor, da corretora XP Investimentos.

A previsão é que as concessionárias assumam os serviços até o começo do segundo semestre. Os novos operadores terão a obrigação de universalizar a coleta e o tratamento de esgoto e o fornecimento de água para as 35 cidades fluminenses, que atualmente têm ao todo 13 milhões de habitantes.

O primeiro bloco, formado pela Zona Sul e mais 18 municípios, foi arrematado por R$ 8,2 bilhões pelo consórcio Aegea, reconhecida como a segunda maior operadora privada do país. O ágio foi de 103%. O lance inicial, fixado pelo valor da outorga mínima definido no edital, era de R$ 4,037 bilhões.

Já o segundo bloco, formado por Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Miguel Pereira e Paty do Alferes, ficou com o consórcio Iguá Projetos por R$ 7,2 bilhões, o que representou ágio de 129,68%. A outorga mínima era de R$ 3,172 bilhões.

O terceiro bloco, último a ser leiloado, não teve propostas.

O quatro bloco, formado por Centro e Zona Norte, Belford Roxo, Duque de Caxias, Japeri, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João do Meriti, também ficou com o consórcio Aegea. Ele foi arrematado pelo valor de R$ 7,203 bilhões, representando o ágio de 187,75%. O lance inicial era de R$ 2,503 bilhões.

Tanto o Rio Mais Saneamento, quanto a Redentor, saíram sem qualquer parte da estatal fluminense.

Estiveram presentes no evento o presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem partido), o ministro da Economia Paulo Guedes; o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho; o secretário da Casa Civil do Rio, Nicola Miccione; o presidente do BNDES, Gustavo Montezano e o ainda governador em exercício Cláudio Castro - que amanhã tomará definitivamente a posse do cargo de governador do Rio depois do impeachment de Wilson Witzel ter sido aprovado hoje.

Castro tratou o leilão como "um marco para o Governo do Estado do Rio de Janeiro". Disse ainda que isso significa um símbolo de mudança, além de afirmar que o leilão gerará direta ou indiretamente, a criação de mais de 26 mil empregos.

"Todos acompanharam de perto os momentos difíceis pelo qual o estado passou nos últimos anos. Situações interferiram diretamente nas finanças públicas e prejudicaram a população, principalmente aquelas mais carentes, que dependem do serviço público", afirmou o governador.

Contém informações da/o G1 e O Dia.
Você está sendo roubado! O sistema usa o seu dinheiro, abusa de privilégios e cria leis para se blindar. O MBL vai na contramão desse sistema, lutando contra o Foro Privilegiado, Fundão e na defesa da prisão em segunda Instância e reformas. A batalha é desequilibrada, nós só podemos contar com você. Doe para o MBL clicando aqui.
continua em outra matéria