Auxílio de R$ 600 beneficiará mais de 1 milhão de famílias mineiras
O benefício foi uma iniciativa do deputado Agostinho Patrus, atual presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, e foi sancionado pelo governador Romeu Zema.

Na América Latina, segundo a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), o primeiro ano de pandemia terminou com 78 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza. No Brasil, são cerca de 14 milhões de famílias abaixo da linha de pobreza, e mais de 1 milhão dessas famílias estão em Minas.

Para atender essa parcela da população mais vulnerável, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou um benefício emergencial de R$ 600 a ser pago no mês de agosto, quando está previsto o fim dos auxílios pagos pelo Governo Federal.

O auxílio, que foi nomeado Força Família, está previsto no programa chamado Recomeça Minas, aprovado em abril deste ano na ALMG e sancionado pelo governador Romeu Zema (Novo) no mês passado. Além disso, o texto traz incentivos fiscais a empresas e descontos nas dívidas.

O valor de R$600,00 será pago em uma única parcela às famílias em situação de extrema pobreza. Terão direito ao benefício as pessoas que estão registradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) como responsáveis por domicílio em Minas e que tenham renda mensal per capita de até R$89,00.

Votação na ALMG

O Recomeça Minas foi aprovado por unanimidade. Entretanto, a emenda que aumentou o valor do benefício de R$500,00 para R$600,00 foi aprovada por 70 votos a 1. O único deputado a votar contra foi Bartô (Novo). Num primeiro momento, constava que Arlen Santiago (PTB) e Antonio Carlos Arantes (PSDB) também votaram contra o aumento. Mais tarde esclareceu-se que os deputados se equivocaram na hora da votação, depois pedindo a mudança de seus votos.

Auxílios podem evitar catástrofes

A ideia dos deputados estaduais foi implementar o auxílio para as famílias mineiras uma vez que o benefício pago pelo Governo Federal acabe, para que assim estejam amparadas por este benefício.

Segundo estudo divulgado pela Cepal sobre os impactos da pandemia na América Latina, as populações do continente viram acentuar os problemas da desigualdade social e aumento da população mais pobre no continente.

Entre as regiões que estão em desenvolvimento, a América Latina foi a mais afetada. Ela concentra 8,4% da população mundial (654 milhões de pessoas), mas registrou 27,8% das mortes por Covid-19 em todo o mundo.

O relatório divulgado em março pela entidade cita a adoção de medidas de proteção social, como o pagamento de auxílios emergenciais no Brasil, que ajudaram a evitar um aumento ainda mais significativo da pobreza.

“A pandemia, sem dúvida, aprofundou os problemas estruturais da América Latina, com altos níveis de informalidade, desproteção social, baixo nível de produtividade e deixando descobertos alguns nós críticos na saúde e na educação”, disse a secretária executiva da Cepal, Alícia Bárcena.

Contém informações da/o O TEMPO.
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