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Opinião
Top 5: marcas lacradoras

Parece que quem lacra lucra sim, e muito.

14/05/2019 18h47

Não é de hoje que a indústria do marketing percebeu a mina de ouro que se chama ativismo político. E isso não é hegemonia da esquerda, vide lojas Havan. Confira agora a lista das marcas que sacaram o lucro na lacração e descamparam o Brasil:

1. Skol – Lembram daquela ação publicitária de 2017 na qual a Skol lançou latinhas com os tons de pele? Sim, após décadas de marketing focado (literalmente) no quadril feminino brasileiro, a marca resolveu apostar no politicamente correto da campanha “Skolors” para dar um up em suas vendas.

2. Dove – Na ânsia por emplacar uma propaganda para enaltecer a beleza natural das mulheres, a marca Dove acabou dando um tiro no pé, ao ser considerada racista por mostrar uma mulher negra tirando a camiseta e se tornando uma mulher branca (totalmente descabido, obviamente).

3. Axe – Vale lembrar que Dove faz parte do grupo Unilever, que também engloba a marca Axe, conhecida por seus comerciais considerados machistas, mas que também vem sofrendo uma metamorfose politicamente correta nos últimos anos – que incluiu até beijo gay em propaganda veiculada na Austrália, onde a marca se chama Lynx.

4. Natura – A propaganda de lançamento de novos batons traz a história de 3 casais que se beijam: uma drag queen e uma mulher, uma mulher transexual e uma mulher, e duas mulheres. Mas a peça publicitárias não agradou ao público conservador e teve a hashtag #BoicoteNatura levantada. Por outro lado, militantes da causa LGBT correram ao resgate da marca capitalista.

5. Burger King – A rede de fast food encontrou na polêmica uma forma de se destacar no marketing, mesmo com um orçamento menor que o maior concorrente no Brasil, o McDonalds. Além das propagandas com provocação ao rival, o BK adotou as pautas de esquerda, trocando o nome da loja da Av. Paulista durante parada Gay em São Paulo para: Burger Gay, Burger Queen, Burger Transe e Burger Bi. Também estava distribuindo coroas de papel, além de lançar um Shake Unicórnio especial para a data.

A última sacada da marca foi surfar na onda das críticas a Bolsonaro após cancelamento da propaganda do Banco do Brasil. Confira:

“Procura-se elenco para comercial. O Burger King está recrutando pessoas para seu novo comercial. Para participar, basta se encaixar nos seguintes requisitos: Ter participado de um comercial de banco que tenha sido vetado e censurado nas últimas semanas. Pode ser homem, mulher, negro, branco, gay, hétero, trans, jovem, idoso. Curtir fazer selfie é opcional. No Burger King, todo mundo é bem vindo. Sempre. Entre em contato pelo e-mail: recrutafilme@burgerking.com”.

Aparece que o consumidor tem identificado a jogada de marketing e vem respondendo à altura – por meio de hashtags de boicote – sempre que não aprova alguma propaganda. Lembrou de mais alguma marca que se utiliza da agenda progressista para vender mais? Nos conte aqui nos comentários.

Biomédica, especialista em Genética e entusiasta política. Coordenadora do MBL Londrina.