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Telegram se manifesta sobre vazamentos de dados no caso Moro

Não esqueça de ativar sua verificação em dois passos!

11/06/2019 15h43

Qual será o futuro da reforma da previdência? Como ficará a situação da Lava Jato? Os atos jurídicos de Moro no âmbito da Lava Jato serão anulados? A oposição irá conseguir se articular contra o ministro da Justiça? O material obtido pelo The Intercept poderá ser utilizado pela defesa do ex-presidente Lula? Quem vazou as conversas? Qual a intenção? Até que ponto um vazamento privado é aceitável na sociedade? Qual a linha tênue entre o privado e público na era dos aplicativos e redes sociais? Essas são algumas perguntas exaustivamente debatidas desde o último domingo, quando foram divulgadas conversas entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol via Telegram. As respostas ainda são incertas.

Existe privacidade na era digital?

A princípio, a suspeita é de que um dos envolvidos, Moro ou Deltan, sofreu um ataque hacker em seu smartphone. No entanto, o Telegram se manifestou via Twitter e negou que esse seja o caso. Desenvolvido na Rússia, o programa de mensagens é criptografado e isso dificultaria que mensagens interceptadas fossem compreendidas sem a chave de segurança necessária. Hackers poderiam ter quebrado a tal chave? O Telegram diz que não. “De fato, não há evidência de nenhum hack. É mais provável que ou tenha sido por malware ou pelas pessoas não usarem sistema de verificação em dois passos”, a empresa respondeu via Twitter para um jornalista.

Quais as outras alternativas?

Uma das sugestões do Telegram é o “malware”, programas maliciosos que podem dar acesso à informações através de um link ou por infecção do smartphone, o famoso “vírus”. Outro caso citado é a falta de utilização do sistema de verificação de dois fatores, que garante mais segurança ao usuário pois o notifica quando há uma conexão suspeita em um novo aparelho. O hacker, nesse caso, só conseguiria acessar a conta se o dono confirmasse que o acesso suspeito foi feito por ele em outro aparelho.

SIM SWAP

Se não havia verificação de dois passos nas contas de Moro ou Dallagnol, abre-se caminho para a teoria do “SIM Swap”, uma espécie de clonagem do cartão SIM. Dessa forma, o hacker conseguiria levantar informações necessárias para convencer operadoras a habilitar a linha da vítima em um novo cartão SIM.

O deputado estadual Arthur Moledo do Val relatou que seu aparelho sofreu uma tentativa de invasão hacker há dois meses, e que uma das coisas que lhe causou desconfiança foi ter recebido uma ligação de seu próprio número no meio da madrugada – horário preferido dos adeptos dessa forma de invasão. Isso poderia ser um indício de que houve clonagem do cartão SIM. Essa técnica hacker é conhecida como “sequestro” do número. Com o “sequestro” do número, o hacker poderia ter acesso a contas de aplicativos de mensagens caso a verificação em dois fatores não estivesse ativada.

Bem, de qualquer forma, não podemos sentenciar ainda qual foi o método utilizado nesse crime de invasão. Resta aguardar a investigação do caso e não esquecer de ativar a bendita da verificação em dois passos. 😉

As informações são do Canal Tech.

Editora do MBL News.