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Congresso Nacional
Tabata já foi expulsa do PDT?

E agora, PDT?

11/07/2019 15h25

A resposta rápida é: não. Mas o partido diz que ainda vai abrir processo no Conselho de Ética contra ela e outros sete deputados da legenda que desafiaram a orientação dos caciques e votaram a favor da reforma da previdência.

Carlos Lupi, presidente do PDT, chegou a declarar: “quem quisesse ficar do lado dos banqueiros fosse pro lado de lá”, sobre os deputados que fossem votar a favor da PEC 6/2019. Com um 8 dos 27 deputados de seu partido desobedecendo a orientação partidária, Lupi agora abaixa o tom e já comenta: “Não podemos ser ingênuos de atender o objetivo de um deputado de votar contra o partido. Ao mesmo tempo, não podemos ficar com gente que não vota com a orientação partidária. Mas também não podemos perder o mandato. Esse é o desafio da Comissão de Ética”.

Tabata Amaral é uma das principais revelações dessa legislatura. Goste-se ou não dela – e o MBL mesmo já deu muita porrada nela no passado -, ela tem conquistado a atenção na esquerda mais moderada e no centro. Apesar de ser do PDT, não se mistura na turma do ‘Lula livre’, sabe expor suas ideias e é bem articulada, muito longe de seus correligionários, como Ciro Gomes, que fala em receber a turma do Moro na bala e até já foi condenado por injúria quando chamou o vereador Fernando Holiday de ‘capitãozinho do mato’.

Além de não se misturar, Tabata é muitas vezes atacada por partidários do ‘Lula livre’ e chamada de traidora. Houve até esquerdista falando que ela é um Kim Kataguiri de saias.

Curiosamente Kim às vezes enfrenta o mesmo tipo de reação da própria direita. Por viver a democracia e aceitar o diálogo para avançar projetos mesmo em comissões recheadas de esquerdistas, há quem diga que ele foi vendido ao centrão. Uma foto dele conversando com Freixo chegou a circular como prova disso.

Tabata em São Paulo já é maior que seu partido. Se expulsa, sairá ganhando; inclusive já recebeu convites de diversos partidos caso o partido de Ciro Gomes e Carlos Lupi cumpram a promessa. Já o PDT, além de perder uma cadeira na Câmara ( na verdade oito, né?), se mostrará um partido atrasado na esquerda mórbida brasileira.

Caso parecido é o PSB, que também falou em expulsar os favoráveis a reforma. Teve onze deputados apertando sim. O Brasil só tem ganhar com essa esquerda que sabe fazer conta e não joga no “quanto pior, melhor”.

Curiosidade: se possíveis futuros expulsos de PDT e PSB formassem um partido, seriam já a décima maior bancada da Câmara dos Deputados. E agora?