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Roger Federer responde à cobrança de Greta Thumberg sobre clima

A ativista mirim criticou o tenista por ser patrocinado por um banco que investia em projetos não sustentáveis.

13/01/2020 21h45

O tenista Roger Federer respondeu às críticas da ativista mirim Greta Thunberg, que o atacou por conta de sua relação com o banco Credit Suisse, patrocinador do profissional, por seu histórico de empréstimos a indústrias de combustível fóssil. O atleta suíço, vencedor de 20 títulos de torneios do Grand Slam, respondeu à cobrança dizendo que ficou “feliz de ser lembrado” das suas responsabilidades.

Federer, que está se preparando para o Aberto da Austrália, emitiu um comunicado afirmando que “tinha muito respeito e admiração” pelo movimento em favor do clima inspirado por Thunberg. “Eu levo os impactos e ameaças das mudanças climáticas muito a sério, particularmente porque minha família e eu chegamos à Austrália entre a devastação das queimadas“, disse.

Como pai de quatro crianças e um fervente apoiador da educação universal, tenho muito respeito e admiração pelo movimento jovem das mudanças climáticas e agradeço os jovens ativistas por nos pressionarem a examinar nosso comportamento e agir por soluções inovadoras“, acrescentou o esportista, concluindo: “Devemos a eles e a nós mesmos que ouçamos. Agradeço lembretes da minha responsabilidade como cidadão privado, como atleta e como empreendedor, e estou comprometido a usar minha posição privilegiada para dialogar sobre assuntos importantes com meus patrocinadores”.

Em uma postagem no twitter, a adolescente sueca disse para o tenista suíço “acordar”, em uma crítica ao fato de ele aceitar patrocínio de um banco que já financiou projetos nada sustentáveis. Vale lembrar que, seguindo essa lógica – um tanto inocente, mas que condiz com a idade da ativista -, seria melhor extinguir de uma vez a possibilidade de figuras públicas, como esportistas, receberem patrocínio.

O Credit Suisse já declarou que está comprometido a apoiar seus clientes na transição para modelos de negócios de baixo carbono, e recentemente anunciou, no contexto da sua estratégia climática global, que não investirá mais em novas usinas alimentadas por carvão. Independentemente de ideologias, o histórico pouco sustentável de um empreendimento não o impede de modificar suas diretrizes com relação à proteção do meio ambiente.

Fonte: Revista Exame e O Estado de São Paulo.

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Advogada. Apaixonada pelo direito ambiental. Viciada em política. Humilde - e levemente sarcástica - proprietária do Blog da Azedinha.