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Governo
“Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos”, diz Carlos Bolsonaro

Polêmicas inconsequentes que podem doer nos nossos bolsos.

09/09/2019 22h47

Uma série de tweets polêmicos do filho do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, chamaram a atenção na última segunda-feira (09).

O filho número 2 pareceu ter tomado as dores do pai, que foi amplamente criticado após a escolha de Augusto Aras para ocupar a vaga de Raquel Dodge como procurador-geral da República (PGR).

Carlos usou a rede social para tentar justificar os rumos tomados pelo pai: “O governo Bolsonaro vem desfazendo absurdos que nos meteram no limbo e tenta nos recolocar nos eixos. O enredo contado por grupelhos e os motivos cada vez mais claro$ lamentavelmente são rapidamente absorvidos por inocentes. Os avanços ignorados e os malfeitores esquecidos.”

Ainda que fique clara a intenção de “passar um pano” após escolhas polêmicas do presidente, Carlos não trouxe nenhum argumento que pudesse embasar tal discurso. Afinal, quais seriam os absurdos desfeitos por Bolsonaro? A falta de um filho presidencial na embaixada brasileira nos EUA?

Talvez o absurdo desfeito seja a utilização de relatórios do Coaf para descobrir e combater crimes de colarinho branco. Deixemos à imaginação de cada um a interpretação das palavras de Carlos.

Não satisfeito, o vereador do Rio de Janeiro seguiu tecendo comentários polêmicos: “Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos… e se isso acontecer. Só vejo todo dia a roda girando em torno do próprio eixo e os que sempre nos dominaram continuam nos dominando de jeitos diferentes!”, afirmou Carlos.

Sim, após gastarem o discurso “sem Bolsonaro, o PT volta”, o filho número 2 voltou a criticar as vias democráticas, utilizando-se da mesma linha de raciocínio de seu irmão, o filho número 3, Eduardo Bolsonaro, que proferiu a célebre frase: “Para fechar o STF basta um soldado e um cabo”.

Na prática, o vereador legitima os grupos intervencionistas, que, por incrível que pareça, desejam dar poderes totais ao mesmo governo que não vem compactuando com os ideias de seus apoiadores.

As consequências da irresponsabilidade de Carlos serão visíveis na confiança dos investidores no Brasil. Afinal, quem apostaria seu dinheiro em um país onde um familiar direto do presidente da República culpa a democracia pelo desempenho insatisfatório do governo?

“Como meu pai, também estou muito tranquilo e o poder jamais me seduziu. Boa sorte sempre a todos nós!”, finalizou o vereador.

Concordam?

Outra entusiasta política repleta de opiniões não solicitadas.