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Por supostos danos à amazônia, embaixada do Brasil em Londres é alvo de vandalismo

Pelo visto, alguns ainda não aprenderam a diferenciar as palavras “manifestação” e “vandalismo”

13/08/2019 11h00

Na manhã de hoje(13), alguns manifestantes identificados como sendo do grupo Extinction Rebellion jogaram tinta vermelha na embaixada brasileira em Londres, em protestar contra supostos danos à Amazônia, que eles descreveram como sendo uma “violência contra os povos indígenas” da região. Pelo visto, alguns “protestantes” ainda não aprenderam a diferenciar as palavras “manifestação” e “vandalismo”, e acham que apenas pelo muito falar, sujar ou dramatizar irão ter suas reivindicações atendidas.

Dois ativistas do grupo subiram em uma estrutura de vidro sobre a entrada da embaixada, e outros dois colocaram-se nas janelas do prédio. Impressões de mãos e tinta vermelha foram marcadas em toda a fachada, além da frase “No more indigenous blood” (chega de sangue indígena) e escritos como “Marielle presente” e “ele não”, frase tão difundida em protestos de esquerda durante as eleições presidenciais de 2018, referente à uma negação à eleição do atual presidente Jair Messias Bolsonaro, que claramente fracassou.

A embaixada disse, em nota, que o “direito de protestar é assegurado em democracias como o Brasil e o Reino Unido”, mas ressaltou também que o “direito de vandalizar, esse não existe em país algum”, e que a embaixada estará em contato com as autoridades londrinas para “acompanhar as investigações cabíveis”. Leia a nota na íntegra:

“Na manhã desta terça-feira, um grupo de manifestantes promoveu protesto em frente à Embaixada do Brasil em Londres. Identificavam-se como ligados ao movimento Extinction Rebellion. Picharam e mancharam com tinta a fachada do prédio da chancelaria brasileira. A Polícia Metropolitana interveio para salvaguardar a integridade das instalações diplomáticas do Brasil.

A Embaixada está e sempre esteve aberta a receber quem quer que deseje dialogar sobre o Brasil e suas políticas públicas.

O direito de protestar é assegurado em democracias como o Brasil e o Reino Unido. Já o direito de vandalizar, esse não existe em país algum.

A embaixada permanecerá em contato com as autoridades locais para acompanhar as investigações cabíveis. Trabalhará, também, para o ressarcimento dos cofres públicos por eventuais danos causados ao edifício”.

Pergunto agora: Quantos centímetros da Amazônia foram reflorestados graças a tal protesto “hiper racional” e “significativo” realizado pelo grupo? Fica o questionamento.

Bacharelando em administração pela UFPB.