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Partidos e parlamentares de esquerda apoiam movimento financiado pelo narcotráfico do Hezbollah

O Frente Polisário é um movimento militar de rebeldes do Saara Ocidental, que visa a independência do

12/11/2018 20h45

O Frente Polisário é um movimento militar de rebeldes do Saara Ocidental, que visa a independência do Marrocos e o reconhecimento da “República Árabe Saaraui Democrática – RASD”. De acordo com o ministro de Relações Exteriores do Marrocos, Nasser Burita, o “movimento revolucionário” é treinado, financiado e armado pelo grupo paramilitar e fundamentalista Hezbollah, sediado no Líbano. A informação é do UOL. Há alguns anos, o RASD está recebendo apoio de diversos partidos brasileiros de esquerda.

No dia primeiro de maio deste ano, o governo do Marrocos chegou a anunciar oficialmente o rompimento de relações diplomáticas com o Irã, país ao qual acusa de armar e financiar, por meio do Hezbollah, combatentes da Frente Polisário. De acordo com Nasser Bourita, “existem provas e dados de que pelo menos um diplomata da embaixada do Irã na Argélia participou, durante pelo menos dois anos, como facilitador das relações entre Hezbollah e a Frente Polisário em ações destinadas a capacitar soldados separatistas saarauís em ações de guerrilha urbana e ataques contra o Reino do Marrocos”, conforme registrou o Cebrafrica, Centro Brasileiro de Estudos Africanos.

Em meados de 2015, o PCdoB “reafirmou solidariedade com o Frente Polisário”, afirmando que o Partido Comunista do Brasil se reuniu com Mohamed Zrug, representante do Polisário no brasil. De acordo com o PCdoB, o “RASD” é um “governo legítimo”. “A direção do PCdoB reiterou a solidariedade dos comunistas com a luta do povo saarauí e seu empenho junto ao governo brasileiro para que reconheça a RASD. De imediato, é necessário que o Brasil admita a existência de um escritório de representação da Frente Polisário em Brasília”, informou a Secretaria de Polícia e RI do PCdoB.

No 14ª Congresso do PCdoB, que ocorreu em 2017, o representante do RASD esteve presente, assim como diversos partidos comunistas e outros movimentos terroristas que querem o domínio da Palestina no território de Israel. Também no ano passado, Mohamed Zrug participou do sexto Congresso do PT, se solidarizando com a “situação” de Lula. “O PT precisa da nossa solidariedade, das forças progressistas de esquerda em todo o mundo”, afirmou Zrug.

No site do PSOL na Câmara é possível encontrar uma nota de apoio ao grupo militar dizendo:

“Os delegados e delegadas do 1º Congresso do PSOL se solidarizam como o povo saharaui e sua luta pela libertação contra a opressão e a violência do governo do Marrocos que ocupa militarmente o território saharaui. Apoiamos a criação soberana do Estado Saharaui, esperando que o Brasil apoie decisivamente as resoluções já adotadas pela ONU que prevêem a desocupação militar do Marrocos. Reconhecemos o governo, o parlamento e a Frente Polisário como legítimos representantes do povo Saharaui, e apoiamos a realização do plebiscito sobre a descolonização. Apoiamos também a criação de uma rede de solidariedade à luta do povo saharaui em nosso país, fortalecendo o internacionalismo e a solidariedade entre os povos. Viva o povo saharaui! Viva a solidariedade internacional! Viva o socialismo!”

Atualmente, o Brasil não reconhece o RASD “por entender que o status final do território deverá ser alcançada por meio do entendimento mútuo entre as partes, bem como por meio do tratamento da questão no âmbito do Conselho de Segurança [da ONU]”.

Foto de Ricardo Stuckert

Foto de Ricardo Stuckert

Professor de filosofia e diretor de jornalismo do MBL.