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Economia
O único lugar onde esse imposto é relevante é na Venezuela, diz presidente do Insper sobre nova CPMF

Marcos Lisboa também disse que “parece retorno a governo Dilma com soluções criativas para fechar contas”

11/09/2019 16h59

As notícias de que o governo poderá receber dividendos de estatais de forma antecipada mostram a dificuldade do Brasil em enfrentar os problemas fiscais e, assim, a equipe econômica acaba adotando “soluções criativas” que mais parecem “governo Dilma (Rousseff)”, diz o economista Marcos Lisboa, presidente do Insper, de acordo com o site Infomoney.

“Diante da falta de recursos, começam a se propagar na imprensa notícias sobre o pagamento de dividendos antecipados. Parece que voltamos ao tempo do governo Dilma, com soluções criativas para se fechar a conta”, disse, em um evento no Insper.

O economista criticou a possibilidade do retorno do imposto sobre pagamentos, que vem sendo comparado à antiga Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF). “É incrível o setor privado defender esse imposto. O único lugar onde esse imposto é relevante, no mundo, com uma alíquota de 2%, é na Venezuela”, disse. “É preciso acertar essa trapalhada de discussão tributária, inacreditavelmente superficial que temos no Brasil. Será que ninguém conhece a evidência empírica de tantos anos, que mostram o desastre que foi o CPMF e suas variações na América Latina nos últimos 20 anos?”.

Informações do site Infomoney.

Bacharelando em Relações Internacionais. Produzo artigos no Neoiluminismo.com. Um sionista entusiasta da filosofia.