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Congresso Nacional
O senado pode barrar o embaixador Eduardo Bolsonaro?

Embora incomum, 2 indicações para embaixadores já fracassaram na história.

17/07/2019 14h35

Um dos principais assuntos da semana é notícia de que o Presidente da República, Jair Bolsonaro, quer indicar seu próprio filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, para ser embaixador nos Estados Unidos.

A notícia gerou diversas reações. Até entre eleitores do próprio Jair houve descontentamento com a decisão, alguns citando o nepotismo e o desrespeito aos 1,8 milhão de votos que Eduardo teve para deputado. Ministros do governo, como Damares e Weintraub, defenderam o desejo de Jair no Twitter.

O próximo passo de Eduardo seria no Senado. Major Olímpio, senador do PSL, já disse que a indicação passaria com tranquilidade na casa. Outros senadores, como a Mara Gabrili, disseram que votariam contra.

Eduardo precisaria ser sabatinado pela Comissão de Relações Exteriores no Senado e depois passar por uma votação no Senado. O comum é a casa referendar as indicações do presidente, mas já houve pele menos 2 casos em que indicações de embaixadores foram barradas.

O G1 lembra que em 1961 o Senado barrou a indicação do empresário José Ermírio de Moraes, fundador da Votorantim, para a Embaixada na então República Federativa da Alemanha. A indicação havia sido feita pelo presidente Jânio Quadros.

A outra ocasião foi há pouco tempo: em 2015 o Senado barrou Dilma de indicar Guilherme Patriota para a embaixada na OEA. Guilherme era irmão do ex-chanceles Antonio Patriota e adotou postura de confronto durante as sabatinas. O ex-senador Cássio Cunha Lima, do PSDB, chegou a comentar que ele representaria melhor o Brasil se fosse indicado para algum cargo na Venezuela.

Como a indicação oficial de Eduardo Bolsonaro ainda não saiu, não há nenhum jornal fazendo levantamento de votos para ele no Senado ainda.