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Ex-delegado do Dops vira réu após assumir que ocultou corpos durante a ditadura: ‘esse aí eu incinerei’

Cláudio Antonio Guerra é ex-delegado a serviço da ditadura militar brasileira e hoje pastor evangélico.

24/10/2019 19h19

De acordo com informações divulgadas hoje pela Folha de S. Paulo, Cláudio Antonio Guerra, de 79, ex-delegado a serviço da ditadura militar brasileira e hoje pastor evangélico, virou réu na Justiça Federal por ocultação de cadáver.

Ele é acusado de destruir 12 corpos entre 1974 e 1975, por meio de incineração em fornos de uma usina de açúcar desativada em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.

Guerra integrava à época o Dops (Departamento de Ordem Político Social). Em março, resumiu assim à Folha o período em que, segundo ele, matou ou ajudou a sumir com corpos de militantes de esquerda: “Fiz algumas coisas que não foram boas”.

À reportagem Guerra disse que a Justiça tem todo o seu respeito e que acata “sua soberania”, mas que “gostaria de registrar que não agia por conta própria, era um soldado cumprindo ordens superiores”.

Guerra confessou os crimes em várias ocasiões. Em “Pastor Cláudio” – documentário lançado neste ano – ele comenta ao ser questionado sobre nomes de desaparecidos durante o regime militar: “Esse aí eu matei”, “esse eu incinerei”.

Entusiasta política e acadêmica de Engenharia Química (UFPR) nas horas vagas; liberal na economia e nos costumes. Diretamente da República de Curitiba.