Economia
Entenda por que Bolsa Família corre sério risco de parar em setembro

Ministro admitiu incerteza.

15/05/2019 10h16

Foto: Sergio Moraes/Reuters

O governo depende da aprovação do Congresso para poder levantar uma quantia de R$ 248 bilhões a partir da emissão de títulos da dívida. Entretanto, o cenário é incerto e o ministro da Economia, Paulo Guedes, já disse que, sem o crédito, os pagamentos de subsídios param em junho, de benefícios assistenciais em agosto e, do Bolsa Família, em setembro.

“Tenho que apostar que o Congresso vai aprovar o crédito suplementar”, disse Paulo Guedes, durante audiência da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

O governo precisa da liberação do Congresso por causa da chamada regra de ouro, que proíbe a emissão de títulos da dívida para o pagamento de despesas correntes sem a aprovação do Legislativo. Caso o presidente Jair Bolsonaro emita os títulos passando por cima da Casa, incorrerá em crime de responsabilidade e seu impeachment será legal.

A relação entre o Planalto e o Congresso é turbulenta, o que deixa uma maré de dúvidas sobre se o governo conseguirá a liberação para o levantamento do crédito ou não.

O ministro da Economia reforçou a necessidade da aprovação da reforma da Previdência.

Segundo o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentária (PLDO) de 2020, o gasto com Previdência aumentará, sem a reforma, mais de R$ 50 bilhões no próximo ano; e até 2022, R$ 178 bilhões. E continuará crescendo ano a ano.

Informações do Exame.

Estudante de ciências econômicas na Universidade de São Paulo e membro do movimento Neoiluminismo. Liberal convicto admirador da filosofia prática kantiana, economia ortodoxa, Hayek e história econômica institucional.