fbpx
PSL
É o fim do PSL? Um partido rachado entre apoiadores de Bolsonaro e de Bivar

O partido está dividido entre parlamentares que apoiam Bolsonaro contra os que apoiam Bivar

08/10/2019 19h10

Que o PSL é um partido desorganizado todos sabem, mas o evento desta terça-feira (08) revelou um racha muito profundo no partido. O presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) respondeu um apoiador no Palácio do Planalto que dizia “Bolsonaro, eu e Bivar por um novo Recife”.

“Cara, não divulga isso, não. O cara está queimado pra caramba lá. Vai queimar o meu filme. Esquece esse cara, esquece o partido”, respondeu o presidente.

A declaração do presidente causou um alvoroço no partido e revelou que existe um racha interno. Pelo menos entre os deputados, ao menos 30 estariam do lado de Bolsonaro, enquanto 22 estariam do lado de Bivar ou simplesmente não apoiando Jair.

O abaixo-assinado de 7 de setembro com 34 assinaturas de deputados do partido que defendem a renovação completa da sigla. Para Bolsonaro, os parlamentares que assinaram as três páginas do manifesto, poderão ser sua base em uma eventual guerra contra Bivar.

Confira a lista dos 34 deputados que apoiam Bolsonaro.

Do outro lado, uma ala do PSL decidiu reagir à fala de Jair Bolsonaro, exaltar a importância da sigla na eleição de 2018 e fazer um manifesto de apoio ao presidente da legenda, Luciano Bivar (PSL-PE).

Aqui está listado os 22 deputados que não estão com Bolsonaro.

Esse manifesto que começou a circular hoje, exalta a importância da sigla nas eleições de 2018 e prega que Bivar redistribua postos de comando da legenda nos municípios (medida que poderia inclusive desfazer arranjos impostos por Flávio Bolsonaro no Rio e Eduardo Bolsonaro em São Paulo).

Júnior Bozella (PSL-SP) lembra que Bivar atendeu a todos os pedidos de Bolsonaro e chegou a deixar o comando da legenda durante as eleições de 2018. “Combinado não sai caro. O acertado era que, depois, ele naturalmente retomaria as funções do partido que fundou”, diz.

“Temos o caso do Queiroz e o do ministro do Turismo, e o presidente tenta encobrir esses dois assuntos ao mesmo tempo em que desfere ataques indevidos ao PSL”, completa Bozella.

Como está claro, o partido que mal consegue formar uma base para atuar em prol dos projetos do governo, agora está dividido. Esse racha pode ser muito prejudicial para Bolsonaro em futuros projetos enviados ao Congresso, já que, atualmente o PSL é o partido com mais cadeiras na Câmara.

Ademais, os parlamentares podem começar a atuar para expor casos polêmicos como o do Queiroz e do ministro do Turismo Marcelo Álvaro. Informações sobre o manifesto são da Folha de São Paulo.

Entre em nosso canal do Telegram e receba todas as notícias em primeira mão: http://t.me/mblivre

Professor de filosofia, jornalista e diretor do movimento Neoiluminismo. Entusiasta da filosofia, [geo]política, economia e literatura.