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Economia
Confira frases de Bolsonaro sobre a possível volta da CPMF

Bolsonaro já negou várias vezes ter planos de criar um tributo sobre movimentações financeiras nos moldes da antiga CPMF

11/09/2019 17h15

O presidente Jair Bolsonaro já negou por diversas vezes ter planos de criar um tributo sobre movimentações financeiras nos moldes da antiga CPMF. Vejamos a timeline desses momentos, conforme organizou a Folha de S. Paulo em matéria.

Primeiro, em 2007, o então deputado federal Jair Bolsonaro vota contra o projeto de prorrogação da CPMF até 2011, do governo Lula.

Já pulando para 2015, Dilma Rousseff tenta ressuscitar o tributo. Bolsonaro posta nas redes sociais: “Vamos partir para onde? Para a cubanização, como uma forma de salvar o País? Volta da CPMF; nova alíquota do Imposto de Renda; taxação de grandes fortunas. Um Governo canalha, corrupto, imoral, ditatorial!”

Em setembro de 2018, Bolsonaro rebateu a afirmação de Paulo Guedes: “Ignorem essas notícias mal intencionadas dizendo que pretendermos recriar a CPMF. Não procede. Querem criar pânico pois estão em pânico com nossa chance de vitória. Ninguém aguenta mais impostos, temos consciência disso”, postou o então candidato nas redes.

Dias depois da mensagem anterior, o candidato à Presidência do PSL destaca que o parlamentar votou pela revogação da CPMF na Câmara: “Votei pela revogação da CPMF na Câmara dos Deputados e nunca cogitei sua volta. Nossa equipe econômica sempre descartou qualquer aumento de impostos. Quem espalha isso é mentiroso e irresponsável. Livre mercado e menos impostos é o meu lema na economia!”

Já em outubro de 2018, o então candidato, cita Paulo Guedes ao falar do tema. “Olha só, o presidente serei eu, tratei desse assunto com ele [Guedes], ele falou que foi um ato falho. Ele quer diminuir a quantidade de impostos, agregando tudo num novo nome, pessoal fala em IVA, imposto de valor agregado, ele escorregou nessa palavra”, disse em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco. “Não admitiremos a volta da CPMF, é um imposto ingrato, que incide em cascata e não é justo. Não existirá a CPMF, assim como será mantido todos os direitos sociais, entre eles o décimo terceiro. Então teremos um ministro sim, mas acima dele teremos um comandante e esse comandante chama-se Jair Bolsonaro”.

Em novembro do ano passado, o economista Marcos Cintra é indicado para compor a equipe de transição de Jair Bolsonaro, mas por pouco não perdeu o cargo no mesmo dia, quando publicou artigo sobre o tema da CPMF. “Esse cara já foi deputado e está lá na equipe de transição. Já falei com ele para não falar aquilo que não tiver acertado com o [Paulo] Guedes e comigo. Parece que certas pessoas não podem ver uma lâmpada que se comportam como mariposa. A decisão que eu tomei, quem criticar qualquer um de nós publicamente, eu corto a cabeça”.

Em agosto de 2019, já no comando da Receita Federal, Marcos Cintra fala para uma plateia de economistas que a volta de um tributo semelhante à CPMF é um dos pilares da reforma tributária do governo. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) nega. “Já falei que não existe CPMF. O que ele [Marcos Cintra, Secretário da Receita] quer mexer, é tudo proposta. Não vai depois dizer lá na frente que eu recuei. Tudo é proposta. [Sobre] CPMF que eu posso falar: não [haverá].”

Bolsonaro, no dia 22 de agosto deste ano, pela primeira vez, admite que o tributo pode voltar: “Vou ouvir a opinião dele [Guedes]. Se desburocratizar muita coisa, diminuir esse cipoal de impostos, essa burocracia enorme, eu estou disposto a conversar. Não pretendo, falei que não pretendo recriar a CPMF. O que ele complementou? A sociedade que tome decisão a esse respeito. Ele pode falar, vou botar 0,10% na CPMF e em consequência acabo com tais e tais impostos. Não sei. Por isso que eu evito falar com vocês, vocês falam que eu recuo.”

No fim de agosto, o presidente diz que o imposto sobre transações financeiras tem carimbo negativo e não passa no Congresso. “Estive com a equipe [econômica] e falei que a ideia não dá, é um imposto muito carimbado já.”

Bolsonaro afirma, em entrevista à Folha de S. Paulo no dia 3 de setembro, que a recriação de um imposto nos moldes da antiga CPMF deve ser condicionada a alguma compensação para a população. “Já falei para o Guedes: para ter nova CPMF, tem que ter uma compensação para as pessoas. Se não, ele vai tomar porrada até de mim.” Afirmou ainda que a proposta de reforma vai se concentrar em impostos federais. “O Cintra (Marcos Cintra, secretário especial da Receita Federal) às vezes levanta a cabeça, mas eu vou lá e dou uma nele.”

Informações da Folha de S. Paulo.





Bacharelando em Relações Internacionais. Produzo artigos no Neoiluminismo.com. Um sionista entusiasta da filosofia.