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Carlos Bolsonaro se afasta de vereança e atitude pode ameaçar o governo do pai

Entenda as possíveis motivações do filho do presidente.

10/09/2019 10h49

O segundo filho do presidente da República, Carlos Bolsonaro, solicitou uma licença não remunerada de seu cargo como vereador no Rio de Janeiro.

Carta enviada por Carlos Bolsonaro ao presidente da Câmara Municipal do Rio Foto: Reprodução


Carlos pode ficar até 120 dias afastado do cargo e não explicou a razão da solicitação.

A ausência do filho presidencial não deve alterar em demasia o panorama da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, já que Carlos segue os passos de parlamentar do pai, sem capacidade de articulação e, consequentemente, sem provocar melhorias tangíveis.

Por outro lado, a possibilidade de que Carlos esteja abandonando seu cargo para atuar ao lado de Jair Bolsonaro causa enorme receito, o que é amplamente justificável. O filho número 2 do presidente é considerado o pivô do mal-estar entre a ala militar e a ala olavista do governo, bem como a influência do guru da Virginia sobre o filhos de Bolsonaro é um dos fatores que vem enfraquecendo seu mandato e aumentando a rejeição entre seus eleitores.

As polêmicas causadas de forma irresponsável pelo Twitter do vereador também passam uma imagem indesejada do governo brasileiro, o que tem implicações diretas em nossa economia.

Em publicação feita na última segunda-feira (09), Carlos chegou a afirmar que “por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos”. Evidentemente, ao levantar o papel negativo da democracia da atuação presidente, seu tuíte foi considerado uma ameaça velada – mas não tão velada assim – à tripartição dos poderes.

É inegável que a influência dos filhos vem minando o governo de Jair Bolsonaro, basta saber até quando o presidente permitirá que seu legado seja moldado por tais comportamentos infantis e vexaminosos para o país.

Outra entusiasta política repleta de opiniões não solicitadas.