Governo
Bolsonaro chama manifestantes contra cortes de ‘idiotas úteis’ e massa de manobra

O presidente cedeu entrevista coletiva hoje na porta de seu hotel em Dallas

15/05/2019 17h25

Nesta quarta-feira (15/05), universitários e docentes de várias instituições públicas de ensino superior decidiram aderir a uma paralisação contra o corte de gastos nas universidades federais. Bolsonaro, que chegou nos Estados Unidos hoje pela manhã, quando questionado sobre a greve afirmou que os manifestantes são, na verdade, militantes e massa de manobra, além de classificá-los como “idiotas úteis”.

“É natural [que haja protestos], agora, a maioria ali é militante. Se você perguntar a fórmula da água, não sabe. Não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecís, que estão sendo usados como massa de manobra por uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais”, disse o presidente, já na cidade de Dallas, quando indagado sobre os manifestantes.

Em entrevista coletiva na cidade americana, cercado por apoiadores, Bolsonaro também pontuou não ser um corte definitivo nos recursos para as universidades, mas sim um contingenciamento necessário devido à crise econômica e o baixo arrecadamento.

“Na verdade não existe corte, o que houve é um problema que a gente pegou o Brasil destruído economicamente também, com baixa nas arrecadações, afetando a previsão de quem fez o orçamento e, se não tiver esse contingenciamento, simplesmente entro contra a lei de responsabilidade fiscal. Então não tem jeito, tem que contingenciar”, declarou.

Que grande parte desses grevistas são massa de manobra, Bolsonaro não está errado.

Em diversas manifestações ao redor do país não faltou bandeiras de PSTU, PCO, PSOL e cartazes Lula-Livre. Muitos desses estudantes são influenciados por ideias esquerdistas de tal forma a pensarem que o estado está simplesmente “tirando direitos” da população por ideologia, ou por “quererem um povo burro”. Quando, na realidade, o país mal tem dinheiro para pagar as contas públicas mais primárias, como a previdência.

Se querem defender as universidades públicas deveriam também defender medidas econômicas que, de fato, realocam os recursos do país, como a Reforma da Previdência.

Entusiasta política e acadêmica de Engenharia Química (UFPR) nas horas vagas; liberal na economia e nos costumes. Diretamente da República de Curitiba.