Saúde
Após pronunciamento ‘polêmico’, OMS manda recado a Bolsonaro

A fala de que o coronavírus seria apenas um “resfriadinho” não repercutiu bem entre líderes mundiais.

26/03/2020 13h48

Na última quarta-feira (25), após o pronunciamento polêmico de Bolsonaro no dia 24, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, insistiu que a pandemia é “muito séria” e que “em muitos países, as UTIs estão lotadas” ao ser questionado por um jornalista sobre sua mensagem ao presidente Jair Bolsonaro.

Na noite de terça-feira, em rede de televisão e rádio, Bolsonaro classificou a pandemia de coronavírus como um “resfriadinho”, criticou a imprensa por espalhar o pânico e a histeria e desautorizou os governadores que tomaram medidas mais restritivas para impedir a disseminação sob o conselho de autoridades médicas e em linha com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Adhanom adotou um tom cauteloso ao ser questionado sobre a postura de outros governos. Ao ser questionado sobre a resposta do presidente americano, Donald Trump, que defende a reabertura de seu país até a Páscoa para reduzir o impacto da epidemia sobre a economia real, o diretor-geral apenas  elogiou as medidas de contenção do vírus adotadas nos Estados Unidos.

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Uma jovem que migrou da Engenharia Química para a Política e o Jornalismo. Encontra sua vertente ideológica no Liberalismo, mas entende que é preciso buscar o tangível para solucionar os problemas da sociedade.