fbpx
Eleições
A volta dos que não foram: confira nomes que podem disputar as eleições em 2020

Confira alguns nomes que podem disputar a Prefeitura após perderem em 2016 e/ou 2018.

02/12/2019 08h30

O jornal Gazeta do Povo mapeou 11 capitais brasileiras para identificar candidatos derrotados em eleições anteriores que pretendem fazer novas tentativas de se eleger, mesmo dentro do cenário de renovação que tem se repetido nos últimos períodos eleitorais. Os possíveis candidatos a prefeitos, rejeitados nas eleições de 2016 e/ou nas de 2018, abarcam nomes de direita e de esquerda, incluindo as principais vertentes ideológicas da política brasileira. É um padrão que se verificou de Norte a Sul do País.

Confira alguns desses nomes:

SÃO PAULO

  • Celso Russomano (Republicanos): o “bi-derrotado” candidato a prefeito, eleito deputado federal em 2018 com uma boa margem de votos, já perdeu a prefeitura em 2012 e 2016, e pode tentar a vaga pela terceira vez.
  • Fernando Haddad (PT): o ex-presidenciável e ex-prefeito não conseguiu se reeleger em 2016, por ser considerado um dos piores prefeitos da história da cidade. Seu nome tem sido levantado pelo partido, embora ele não tenha planos oficiais de concorrer.
  • Guilherme Boulos (PSOL): o líder de grupos invasores de propriedades privadas também é ex-presidenciável e nome cogitado para 2020, embora tenha tido um péssimo desempenho nas urnas.
  • Márcio França (PSB): ex-governador derrotado por João Doria (PSDB) em 2018.

RIO DE JANEIRO

  • Marcelo Freixo (PSOL): outro “bi-derrotado”, o atual deputado federal disputou e perdeu a prefeitura em 2012 e 2016, mas vem se fortalecendo e ganhando apoio de outros setores da esquerda, como PCdoB e PT.
  • Alessandro Molon (PSB): também perdeu em 2016 e foi eleito deputado federal em 2018. Seu partido pode tanto apoiar Freixo como apresentar nome próprio, sendo o seu o mais cogitado.

CURITIBA

  • Gustavo Fruet (PDT): o ex-prefeito que atualmente ocupa o cargo de deputado federal não conseguiu sequer chegar ao segundo turno em 2016, porém cogita concorrer novamente.
  • Ney Leprevost (PSD): chegou a ir para segundo turno em 2016, mas perdeu para Rafael Greca (DEM). Foi eleito deputado federal em 2018 mas atualmente ocupa o cargo de secretário do Governo Ratinho Júnior.
  • João Arruda (MDB): ex-candidato a governador, perdeu em 2018, mas pretende concorrer a prefeito em 2020.

BELO HORIZONTE

Os seguintes candidatos disputaram em 2016, perdendo para o então prefeito Alexandre Kalil (PSD):

  • Rodrigo Pacheco (DEM), hoje senador;
  • Reginaldo Lopes (PT), Eros Biondini (PROS) e Luis Tibé (Avante), hoje deputados federais;
  • Marcelo Alvaro Antonio (PSL), hoje o polêmico ministro do Turismo que acumula escândalos de participação em esquemas de candidaturas laranjas.

Como o atual prefeito tem obtido bons índices de aprovação e é favorito à reeleição, o número de insistentes pode ser menor, sendo os nomes mais prováveis Lopes e Biondini.

PORTO ALEGRE

  • Sebastião Melo (MDB): o ex-vice prefeito e atual deputado estadual foi derrotado por Nelson Marchezan Júnior (PSDB) no segundo turno em 2016, podendo tentar uma revanche em 2020.
  • Maurício Dziedricki (PTB): perdeu ainda no primeiro turno em 2016, ficando em quarto lugar, e é deputado federal atualmente, mas pode querer convencer os porto-alegrenses novamente.
  • Luciana Genro (PSOL): filha do ex-governador Tarso Genro, famoso por levar as contas públicas do Rio Grande do Sul ao declínio, também perdeu em 2016 e se elegeu deputada estadual em 2018. É mais provável que a psolista simpatizante de regimes comunistas componha uma chapa com outro partido para tentar fortalecer a esquerda na cidade.
  • Manuela D’Ávila (PCdoB): ex-futura candidata à Presidência da República, iniciou sua campanha em 2018 com o slogan “lute como uma garota” e terminou como o “poste do poste”, saindo como candidata a vice na chapa do “poste oficial” Fernando Haddad, após as tentativas frustradas do PT de fazer o então presidiário e inelegível Lula concorrer. É o nome mais forte na tentativa de reunir as forças da esquerda na capital gaúcha, como PT e PSOL.

GOIÂNIA

  • Adriana Accorsi (PT): concorreu e perdeu em 2016, sendo eleita deputada estadual em 2018.
  • Francisco Júnior (PSD): também concorreu e perdeu em 2016, sendo eleito deputado federal em 2018.

SALVADOR

Outra capital com muitas possibilidades de emplacar uma reeleição, haja vista o atual prefeito, ACM Neto (DEM), ter sido eleito com 74% dos votos. Os nomes mais prováveis a concorrer novamente são:

  • Alice Portugal (PCdoB) e Nelson Pellegrino (PT): eleitos deputados federais em 2018, perderam a prefeitura em 2016 e podem se aliar ou investir em apenas uma candidatura para 2020, tendo em vista que seu partidos são aliados históricos.
  • Sargento Isidorio (Avante): também perdeu em 2016 e foi eleito em 2018, tendo sido o deputado federal mais votado no Estado, o que poderia fortalecer uma candidatura em 2020.

RECIFE

  • Daniel Coelho (Cidadania): mais um “bi-derrotado”, perdeu a prefeitura em 2012 e 2016 no primeiro turno, sendo eleito deputado federal em 2018. Manifestou interesse em uma terceira rodada de campanhas municipais.
  • Priscila Krause (DEM): ex-candidata a prefeitura em 2016, recebeu menos de 6% dos votos válidos.
  • José Mendonça Filho (DEM): ex-ministro da Educação, perdeu a disputa para o Senado Federal em 2018.

FORTALEZA

  • Capitão Wagner (PROS): perdeu a prefeitura em segundo turno para Roberto Claudio (PDT) em 2016, sendo nome quase certo para 2020, pois ganhou força ao ser o deputado federal mais votado do Ceará em 2018. É apoiador de políticas “linha-dura” para a segurança pública.
  • Luizianne Lins (PT): foi prefeita de Fortaleza entre 2004 e 2012, mas perdeu em 2016, ocupando atualmente a posição de deputada federal na Câmara dos Deputados.

BELÉM

  • Edmilson Rodrigues (PSOL): foi prefeito da capital paraense entre 1996 e 2004, tendo perdido as disputas de 2012 e 2016 para Zenaldo Coutinho (PSDB). Atualmente é deputado federal.
  • Eder Mauro (PSD): o bolsonarista perdeu a disputa em 2016, terminando em terceiro lugar.

MANAUS

A capital do Amazonas possui um dos cenários mais incertos para 2020, pois nenhum dos nomes foram confirmados, apenas cogitados. São eles:

  • Marcelo Ramos (PL): derrotado em segundo turno pelo atual prefeito Arthur Virgílio (PSDB) em 2016, se elegeu deputado federal em 2018 e ganhou relevo após presidir a comissão especial da Câmara sobre a reforma da Previdência.
  • José Ricardo (PT) e Silas Câmara (Republicanos): também eleitos deputados federais em 2018, após perderem a prefeitura em 2016.
Advogada. Apaixonada pelo direito ambiental. Viciada em política. Humilde - e levemente sarcástica - proprietária do Blog da Azedinha.