fbpx
Governo
5 momentos em que o governo Bolsonaro voltou atrás em suas decisões

Governo coleciona recuos nestes 5 meses de governo

14/05/2019 21h51

Com polêmicas e ações questionáveis, o governo Bolsonaro tem colecionado recuos em quase 5 meses de gestão. O último recuo (ou melhor, recuo do recuo) de agora foi o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo, ter anunciado que o Planalto voltou atrás na decisão de cortar parte do orçamento da educação e ser desmentido em seguida pela Casa Civil.

Dentre outros inúmeros recuos, veja 5 decisões que o governo teve que voltar atrás após má repercussão:

1 – Edital do MEC
O Planalto chegou a anunciar mudanças em edital do Ministério da Educação para compra de livros didáticos que deixariam de exigir referências bibliográficas, ou seja, fontes. Com isso, abria brechas para erros e revisionismos nos materiais de ensino. Com a polêmica, Bolsonaro teve que recuar.

2 – Mudança da embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém
Promessa antiga de campanha de Bolsonaro, logo, atraiu o apoio do setor evangélico empolgado com a eventual mudança da embaixada brasileira de
Tel Aviv para Jerusalém. Porém, devido a pressão da bancada ruralista com medo de perder mercado no Oriente Médio com a decisão por prováveis boicotes a carnes brasileiras, além do medo da ala militar de que o Brasil poderia virar rota do terrorismo islâmico, Bolsonaro teve que recuar e anunciou um escritório de negócios em Jerusalém.

Assim, buscando ganhar tempo e não se comprometer com a ala evangélica que o apoiou.

2 – Mudança da embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém
Promessa antiga de campanha de Bolsonaro, logo, atraiu o apoio do setor evangélico empolgado com a eventual mudança da embaixada brasileira de
Tel Aviv para Jerusalém. Porém, devido a pressão da bancada ruralista com medo de perder mercado no Oriente Médio com a decisão por prováveis boicotes a carnes brasileiras, além do medo da ala militar de que o Brasil poderia virar rota do terrorismo islâmico, Bolsonaro teve que recuar e anunciou um escritório de negócios em Jerusalém. Assim, buscando ganhar tempo e não se comprometer com a ala evangélica que o apoiou.

3 – Pedido para escolas lerem slogan de campanha de Bolsonaro
Em fevereiro, o então ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, enviou uma carta para as escolas do país em que pedia para que alunos, professores e funcionários sejam colocados em fila para cantar o hino nacional em frente à bandeira do Brasil, e que a ação fosse filmada e enviada para o governo.

Com a péssima repercussão que essa carta do MEC teve, o ministro admitiu o erro em fazer o pedido e retirou a carta de circulação, além de cancelar o pedido de filmar os alunos.

4 – Base militar dos EUA no Brasil
Mal ter assumido a Presidência, no dia 3 de janeiro, Bolsonaro citou a possibilidade de os EUA instalarem uma base militar no Brasil, o que desagradou os militares que repudiaram a ideia. Logo depois, Bolsonaro recuou dizendo que não haveria nenhuma base militar americana no Brasil.

5 – Previdência
Considerada a principal pauta do governo neste ano para conseguir equilibrar as contas públicas da União, estados e municípios, Bolsonaro além de ter dificuldades de formar apoio no Congressso, faz demonstrações de que nem ele parece apoiar sua própria proposta de reforma.

Após apresentar a reforma da Previdência na Câmara, Bolsonaro coleciona vários recuos sobre pontos importantes da reforma. Entre os recuos cogitados estão as alterações no BPC (Benefício de Prestação Continuada) —cujo valor é de um salário mínimo (R$ 998) e é recebido por quem tem mais de 65 anos—, alteração, de 62 anos para 60 anos, na idade mínima para que mulheres se aposentem e mudanças na fórmula de cálculo para pensão por morte.

Outro ponto que o governo também recuou é em relação a capitalização da Previdência na qual já cedeu ao Congresso que deve retirar a proposta do texto. Além disso, o governo que trabalhava com um valor economizado de R$ 1 trilhão em até dez anos, agora já fala em R$ 800 bi ou menos para conseguir aprovar a reforma no Congresso.

Com essas decisões de voltar atrás, o governo dá cada vez mais indícios de fraqueza, o que será explorado pelo Congresso e pela oposição.

Jornalista profissional, estudioso de política, economia e amante de automobilismo.