Veja o que Lula defendia sobre operação policial antes
"Tem gente que acha que é possível enfrentar a bandidagem com pétalas de rosa ou jogando pó-de-arroz"

Com a operação policial que acabou com 25 mortos na favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro, o ex-presidente Lula escreveu em suas redes sociais:

Luiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva (Ueslei Marcelino/Reuters)

"É grave uma operação policial terminar na morte de 25 pessoas. Isso não é segurança pública. É a ausência do Estado oferecendo educação e emprego a causa de boa parte da violência. Os brasileiros estão morrendo sem vacina, de fome e pela violência. Vidas brasileiras importam"

Nota-se que hoje em dia um bom discurso em redes sociais, ainda mais bem elaborado e que mexe com o emocional das pessoas é uma boa pegada para se garantir votos, já que atrai uma grande quantia de likes. Ainda mais quando se mexe com a esquerda progressista que vem ganhando espaço aqui no país.

Porém, em 2007, como presidente da República, Lula super defendeu a ação da polícia fluminense no complexo do Alemão que deixou 19 mortos - a terceira mais letal do Rio, enquanto a ação desta quinta-feira foi a mais letal.

Nessa época a internet não era tão acessível. Não havia likes. E a TV era a maior fonte de informação de todos os públicos - inclusive aos que chamamos hoje de "tiozões do churrasco", "velhos reaças", "tias do zap", etc.

Então, ao lado do então governador Sérgio Cabral para anúnciar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para saneamento e urbanização de favelas do Rio de Janeiro, o ex-presidiario declarou na sua época de governo:

"Nessa ação de vocês [governo do Estado do Rio] no complexo do Alemão, tem gente que acha que é possível enfrentar a bandidagem com pétalas de rosa ou jogando pó-de-arroz. A gente tem que enfrentá-los sabendo que muitas vezes eles estão mais preparados do que a polícia, com armas mais sofisticadas. A gente tem que enfrentá-los sabendo que a maioria do povo que trabalha lá é de gente trabalhadora, de bem, que não pode ficar refém de uma minoria".

Contém informações da/o Folha.
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