Veja diferença entre as manifestações na Colômbia e as do Brasil
Enquanto um protesta para apoiar presidente...

Neste sábado (01), enquanto muitos brasileiros foram às ruas para apoiar um presidente que não vale mais que um pequi roído, milhares de colombianos voltaram às ruas para protestar contra uma proposta de reforma tributária apresentada pelo governo, contra aumento de impostos.

Colombianos em Bogotá no quarto dia de manifestações contra a reforma fiscal, que coincidiu com o Dia do Trabalhador
Colombianos em Bogotá no quarto dia de manifestações contra a reforma fiscal, que coincidiu com o Dia do Trabalhador Foto: Juancho Torres/AA/picture alliance

Sindicatos de trabalhadores de diferentes setores iniciaram às marchas na última quarta-feira, (28) - sim, diferente dos daqui do Brasil, os da Colombia protestam contra impostos que só aumentam. E também, demandam que o governo implemente mais medidas de proteção social aos trabalhadores atingidos pela crise causada pela pandemia de coronavírus.

Entretanto, não foi um protesto pacífico. A polícia utilizou gazes e tanques para abrir a passagem até a residência do presidente. Uma unidade da rede de supermercados Éxito foi saqueada, e pessoas encapuzadas quebraram vidros de bancos e lojas. O chefe da Defensoria Nacional do Povo, Carlos Camargo, disse que três pessoas morreram em Cali nos últimos dias em situações relacionadas aos protestos, e que outros três óbitos estão sendo verificados. 179 civis e 216 policiais ficaram feridos em todo o país durante os protestos, segundo autoridades locais.

A prefeita de Bogotá, Claudia López chegou a afirmar que "a violência e o vandalismo nada solucionam, apenas pioram tudo". E nisso, ela tem toda razão. Esse tipo de protesto é repudiável e poderia ser diferente.

A Colômbia, é um país onde quase uma em cada cinco pessoas está desempregada e o salário mínimo equivale a 248 dólares por mês. Estão lutando contra uma nova onda mortal de covid-19.

No Brasil, embora os protestos foram pacíficos, havia muita gente pedindo intervenção militar e defendendo cegamente um presidente que não está lidando com a pandemia como deveria e muito pelo contrário, continua demonizando a vacina e espalhando seu negacionismo por aí. A economia também não anda bem, o meio ambiente também, o combate à corrupção virou piada, não há definitivamente nada para se defender nesse (des)governo. É apenas gente que cai na narrativa bolsonarista de que tudo está sendo prejudicado pela esquerda/comunistas/socialistas/oposição e por isso Bolsonaro não consegue governar.

Contém informações da/o Época.
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