USP faz 1º julgamento da história e expulsa jovem por fraude em cotas
Braz Cardoso Neto alegou ser pardo, de baixa renda e de ascendência negra

O primeiro julgamento de fraude da história da USP (Universidade de São Paulo) em 193 anos de existência expulsou um estudante do curso de relações internacionais após fraudar cotas raciais. O jornalista Matheus Moreira, da Folha, teve acesso ao relatório da investigação.

Braz Cardoso Neto foi expulso da USP por fraude em cotas raciais | Reprodução: Facebook
Braz Cardoso Neto foi expulso da USP por fraude em cotas raciais | Reprodução: Facebook

O aluno Braz Cardoso Neto alegou ser pardo, de baixa renda e de ascendência negra, mas não comprovou a declaração. A decisão ainda é passível de recurso e o caso pode chegar ao judiciário.

O jovem enviou à comissão responsável pelo julgamento fotos de pessoas negras afirmando se tratar de seus avós, porém sem compartilhar dados que comprovassem qualquer tipo de parentesco. Cabe ressaltar que a ascendência nem mesmo é critério para inclusão na política de cotas da USP.

Braz também alegou ter renda familiar inferior a R$ 4.000,00 para quatro pessoas, mas investigações constataram que o jovem viajava para fora do país constantemente e tinha carro particular.

O Coletivo de Negras e Negros do Instituto de Relações Internacionais da USP, que fizeram a denúncia, comprovaram através de fotos que o estudante detinha padrão de vida incompatível à renda declarada.

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