Unidade do Carrefour de São Paulo é invadida por manifestantes
Uma onda de protestos contra a morte de um homem negro em Porto Alegre está ocorrendo em todo o país

Nesta sexta-feira (20), manifestantes invadiram uma unidade do Carrefour, em um shopping da região da Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, durante protesto contra a morte de João Aberto Silveira Freitas, de 40 anos, um homem negro que foi morto na noite de ontem por dois seguranças em uma outra unidade da franquia, em Porto Alegre (RS).

Manifestantes atacam unidade do Carrefour nas imediações da Avenida Paulista, em São Paulo (SP) - Reprodução: Vitor Shimomura

Com ordens de "não saquear", manifestantes quebraram o portão de ferro e a fachada de vidro do supermercado, jogaram pedras e depredaram. Algumas pessoas invadiram a loja e jogaram potes de tinta dentro do local, mas não houve saques. Um princípio de incêndio também foi rapidamente controlado pela Brigada de Incêndio. Clientes que estavam no estabelecimento ficaram assustados. Ninguém se machucou no ato.

Os policiais militares isolaram a área próxima do supermercado após o incidente.

Muitas pessoas participaram do ato, que começou de maneira pacífica na capital paulista. Eles gritavam palavras como "justiça" e "racistas" ao logo de toda caminhada.

Prisão dos suspeitos da morte de João Alberto

Na tarde de hoje, foi decretada a prisão preventiva dos dois seguranças suspeitos pelo crime. Um deles é policial militar temporário - fora de serviço - e trabalham na unidade do Carrefour, na zona norte de Porto Alegre (RS). Eles foram detidos por suspeita de homicídio doloso.

João foi morto na véspera do Dia da Consciência Negra no Brasil e protestos contra sua morte estão ocorrendo em todo o país.

Contém informações da/o Portal UOL.
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