TRF-2 impede investigação contra ex-advogado de Flávio Bolsonaro
Segundo os desembargadores, Victor Granado estaria protegido pela garantia de sigilo das relações entre cliente e advogado, prevista no Estatuto da OAB

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) determinou a paralisação das investigações contra Victor Granado, ex-assessor e ex-advogado do senador Flávio Bolsonaro, no inquérito que investiga o suposto vazamento da Operação Furna da Onça.

Segundo a Primeira Turma Especializada do tribunal, Granado não poderá ser investigado nem intimado a depor sobre o que sabe só por ser advogado.

Segundo o relator do processo, o desembargador Paulo Espírito Santo, o advogado só foi informado sobre o suposto vazamento da Operação Furna da Onça por causa da “relação de confiança que havia entre eles”.

Granado foi intimado a depor sobre o vazamento, mas se recusou a comparecer. Então o Ministério Público Federal o transformou em investigado.

O empresário Paulo Marinho , que denunciou o vazamento, afirma que Victor Granado estava com ele quando o senador Flávio Bolsonaro foi informado de que uma operação teria como alvo o seu ex-assessor, Fabrício Queiroz.

Ainda de acordo com os desembargadores do TRF-2, Granado estaria protegido, nesse caso, pela garantia de sigilo das relações entre cliente e advogado, prevista no Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“A recusa do paciente em prestar depoimento está legalmente respaldada, uma vez que as circunstâncias demonstram que havia uma relação profissional baseada na confiança entre ele e o senador Flávio Bolsonaro e foi essa confiança, ao que tudo indica, que motivou a suposta ida do paciente à sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro para encontrar o delegado que teria dado a informação privilegiada”, concluiu o desembargador Paulo Espírito Santo

Contém informações da/o O Antagonista.
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