PGR negou prisão em flagrante de senador com dinheiro nas nádegas
Chico Rodrigues está há cerca de 40 anos na política parasitando o dinheiro do contribuinte

A Polícia Federal pediu ao ministro Luís Roberto Barroso que decretasse a prisão em flagrante do senador Chico Rodrigues devido à quantidade de dinheiro em espécie encontrada com ele. No entanto, a procuradoria-geral da República (PGR) foi contra, pois achou necessária a comprovação da conexão dos crimes pelos quais ele é acusado com o mandato de senador.

Chico Rodrigues
Chico Rodrigues (Myke Sena/Metrópoles)

Com a manifestação da PGR, Barroso decidiu por decretar apenas o afastamento de Chico Rodrigues do Senado por 90 dias. Para a PF, o senador foi flagrado escondendo dinheiro sem comprovação de licitude na cueca e entre as nádegas, portanto, teria cometido crime de obstrução das investigações sobre organização criminosa.

Os senadores Ângelo Coronel (PSD-BA), Plínio Valério (PSDB-AM), Nelsinho Trad (PSD-MS), Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Lucas Barreto (PSD-AP) e Vandelan Cardoso (PSD-GO) criticaram a decisão de Barroso em afastar o parlamentar, uma vez que acreditam que a sentença monocrática possa criar uma jurisprudência que prejudique senadores no futuro.

O sistema está tão corrompido que nem mesmo uma apreensão em flagrantes de uma raposa da velha política serve para embasar uma prisão. Rodrigues está há cerca de 40 anos na política, já teve denúncia aceita pelo STF e foi cassado pelo TRE, mas continua parasitando o dinheiro do contribuinte.

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