PGR foi contra suspensão de contas de investigados no STF
Em duas situações distintas, o procurador foi contra a suspensão das redes sociais dos envolvidos

O procurador-geral da República, Augusto Aras, declarou-se contra o bloqueio de contas nas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (24).

No dias 22 de maio, Aras enviou um parecer ao Tribunal para dizer que a suspensão era "desproporcional", porque os atingidos pela medida vinham fazendo "expressões de crítica legítima – conquanto dura –, amparadas pela liberdade de expressão". O parecer foi arquivado 5 dias depois.

Foi esse despacho, de 27 de maio, que mandou as redes sociais bloquearem as contas dos envolvidos no inquérito, o que só foi acatado apenas nesta sexta.

No dia 23 de junho, o procurador encaminhou ao ministro Edson Fachin uma manifestação sobre um habeas corpus impetrado pelo empresário Otávio Fakhoury, ele disse que a determinação de Moraes era "desproporcional e contrária ao princípio da liberdade de expressão a medida de suspensão de contas em redes sociais". O pedido foi negado seis dias depois.

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