PGR dá 10 dias para delatores da JBS esclarecerem repasses a Wassef
Escritório do então advogado da família Bolsonaro teria recebido quase R$ 10 milhões entre 2015 e 2020

Após repasses de quase R$ 10 milhões revelados pela Revista Crusoé, entre a JBS e o escritório do então advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deu 10 dias para os delatores da empresa do ramo alimentício prestarem esclarecimentos sobre os referidos pagamentos.

Conforme movimentações financeiras identificadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), o escritório de advocacia Wassef & Sonnenburg recebeu R$ 9,8 milhões entre 2015 e 2020. Eventual irregularidade que comprove omissão nas delações premiadas pode levar à revogação dos benefícios concedidos aos colaboradores. A rescisão dos acordos será analisada pelo Supremo Tribunal Federal.

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As delações com ex-executivos da JBS foram firmadas em 2017, e aguardam decisão do plenário da Suprema Corte sobre o pedido de rescisão feito pela PGR, que alega indícios de omissão por parte dos delatores. O procurador-geral da República, Augusto Aras, já se manifestou contra a possibilidade de renegociação com os colaboradores.

A reportagem da Crusoé também informa que o presidente da República, Jair Bolsonaro, chegou a pedir a Aras que recebesse Wassef para uma reunião no final de 2019, o que o PGR negou em nota. No entanto, o subprocurador-geral da República, José Adonis de Araújo Sá, ex-coordenador do extinto grupo de trabalho da Lava Jato na PGR, alega que o advogado dos Bolsonaro foi encaminhado a seu gabinete por Aras, embora não saiba de intermediação do chefe do Executivo.

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Contém informações da/o O GLOBO.
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