Pedido de habeas corpus de Cabral será julgado hoje pelo STJ
As condenações do ex-governador Sérgio Cabral somam mais de 280 anos de prisão

Cabral e a Covid-19

Nesta terça-feira (30), a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) irá julgar a legalidade do recurso feito pela defesa do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, de 57 anos, em seu pedido de habeas corpus que tramita no tribunal.

O pedido de habeas corpus trata da ação protocolada em março, onde a defesa do ex-governador alega que ele corre risco por estar preso em meio à pandemia do novo coronavírus. Deste então, por duas vezes o ministro Rogerio Schietti Cruz negou a solicitação de forma monocrática.

A ação foi protocolada por conta da Justiça ter permitido que presos mais velhos cumpram a pena em casa, por conta da pandemia, como aconteceu no caso do ex-deputado federal Eduardo Cunha, de 61 anos.

Prisões e condenações

No dia 13 de junho de 2017, o ex-governador foi condenado pelo então juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, a 14 anos e dois meses de prisão em regime fechado por conta dos crimes de recebimento de vantagem indevida, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Lava Jato.

No dia 20 de setembro, Cabral foi condenado pelo juiz Marcelo Bretas a 45 anos e dois meses de prisão por conta dos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa, na Operação Calicute. A esposa do ex-governador, Andriana Ancelmo, foi condenada a 18 anos de prisão.

No dia 20 de outubro, foi condenado na Justiça Federal do Rio de Janeiro a 13 anos de prisão por conta do crime de lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Mascate.

Em março de 2018, foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão por conta do crime de lavagem de dinheiro na aquisição de joias na joalheria brasileira H.Stern. O somatório das condenações passam de cem 100 anos de prisão.

Em 30 de maio de 2018, Sérgio Cabral foi condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), confirmando a condenação do ex-magistrado Sérgio Moro.

No dia 11 de setembro de 2018, ele foi condenado a 47 anos e quatro meses de prisão por conta dos crimes de corrupção, participação em grupo criminoso e formação de quadrilha.

No dia 28 de agosto de 2019, foi condenado a 18 anos de prisão por lavagem de dinheiro feita através da rede de concessionárias Dirija, que celebrava contratos fictícios com a organização criminosa.

Em outubro de 2019, foi condenado a 33 anos e 3 meses por conta dos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e evasão de divisas pelo recebimento de 3 milhões de dólares do exterior e que o valor foi movimentado através de transferências bancárias em nome de offshores (nome que costuma ser dado às empresas e contas bancárias abertas em territórios onde há menor tributação para fins lícitos).

Em janeiro de 2020, o ex-governador foi condenado a 14 anos e 7 meses de prisão por conta dos crimes de corrupção passiva devido o recebimento de propinas em contratos da área da saúde estadual, em processo que envolve 16 milhões de reais em propinas em compras superfaturadas e licitações direcionadas de produtos hospitalares. A decisão foi do juiz federal Marcelo Bretas. As penas do ex-governador Sérgio Cabral somam mais de 280 anos de prisão.

Contém informações da/o O Globo.
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