Novo ministro da Educação defende "cura" através da dor
'Não estou aqui dando uma aula de espancamento infantil, mas a vara da disciplina não pode ser afastada da nossa casa', disse o pastor que vai chefiar o MEC

O novo nome escolhido por Jair Bolsonaro para chefiar o Ministério da Educação está longe de começar com o pé direito.

Horas após o anúncio de que o pastor presbiteriano Milton Ribeiro iria comandar a pasta, os vídeos de falas um tanto quanto polêmicas do líder religioso vêm a luz.

Segundo Ribeiro, as mães devem educar os filhos através da dor física e os pais têm o papel de impor o direcionamento da família.

"Essa ideia que muitos têm de que a criança é inocente é relativa", disse o ministro em 2016 e citou: "Castiga o teu filho enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-la".

As declarações polêmicas seguem:

"Um tapa de um homem ou uma cintada de uma mulher podem ser muito mais fortes que uma criança pode suportar", mas pontua: "Não estou aqui dando uma aula de espancamento infantil, mas a vara da disciplina não pode ser afastada da nossa casa".

Ribeiro defendeu ainda que para obter a "cura", a correção é necessária: "Talvez uma porcentagem de crianças muito pequena, de criança precoce, superdotada, é que vai entender o seu argumento. Deve haver rigor, desculpe, severidade. E vou dar um passo a mais, talvez algumas mães até fiquem com raiva de mim: devem sentir dor", disse o minstro.

Sugiro a seguinte reflexão: será que esse é o cidadão mais qualificado para liderar a educação brasileira?

Contém informações da/o UOL.
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