MPRJ diz que assessor de Flávio Bolsonaro era determinante em “rachadinhas”
Segundo a acusação da Promotoria, Braga desempenhava “papel determinante” no esquema

O atual chefe de gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Miguel Ângelo Braga Grillo, conhecido como “coronel Braga“, segundo a acusação da Promotoria, desempenhava “papel determinante” no esquema de desvios de salários de funcionários na Assembleia Legislativa do Rio. Ele é um dos 17 denunciados pelo Ministério Público doRio no inquérito das “rachadinhas” e recebe atualmente um salário de R$ 22,9 mil na função principal do gabinete no Senado, conforme dados oficiais da Casa.

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro (Imagem: Reprodução/Senado)

Conforme aponta o Ministério Público, o "coronel" integrava o “núcleo operacional” do esquema e, como responsável pelos servidores lotados no gabinete, expedia mensalmente ofícios ao Departamento Pessoal da Alerj “atestando falsamente a frequência integral dos assessores componentes da organização criminosa”. Na denúncia, a Casa liberava os pagamentos dos salários, mesmo sem a contraprestação dos serviços públicos pelos “funcionários fantasmas”. Enquanto o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz cuidava da contabilidade da “organização criminosa”, coletando parte da remuneração de assessores e repassando os recursos a Flávio, coronel Braga gerenciava o trabalho da equipe e tinha como função atestar o cumprimento das jornadas de trabalho dos “fantasmas”. Flávio, Queiroz e Braga são acusados de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A defesa de Fabrício Queiroz afirmou, por meio do advogado Paulo Emílio Catta Preta, que vai “exercer o contraditório defensivo, com a impugnação das provas acusatórias e a produção de contraprovas que demonstrarão a improcedência das acusações e, logo, a inocência” do ex-assessor parlamentar.

Contém informações da/o Exame.
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