MP pede afastamento de Flordelis e uso de tornozeleira
O órgão afirmou que há dificuldade para localização do paradeiro da deputada

O Ministério Público Federal fez um pedido à 3ª Vara Criminal de Niterói para que haja suspensão do exercício da função pública da deputada federal Flordelis dos Santos de Souza, acusada de ser mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo.

A juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce havia negado os requerimentos de afastamento, mas o MP voltou a fazer acusações argumentando ter fatos novos. Um deles é o temor de uma das principais testemunhas do processo, Regiane Rabello.

Regiane afirmou que se sente insegura com a liberdade de Flordelis e também com a possibilidade de liberdade de um dos filhos biológicos da parlamentar, Adriano dos Santos.

Para fundamentar o pedido, o MP argumentou ainda a dificuldade de localização do paradeiro de Flordelis para ser citada no processo criminal respondido pela 3ª Vara Criminal de Niterói. A própria Câmara teve dificuldades em localizá-la para intimá-la do processo contra ela na Casa.

"A liberdade plena da ré Flordelis, somada ao exercício de posição de poder estatal e à incerteza e impossibilidade de se rastrear seu paradeiro – diretamente decorrentes do indeferimento das medidas cautelares requeridas – causam severa intranquilidade não apenas na testemunha que diretamente sofreu o atentado, como também em todas as demais testemunhas e nos corréus, atrapalhando sobremodo o andamento do feito e a instrução criminal. Por outro lado, a situação de embaraço à instrução e trâmite do feito é agravada pela disponibilização do aparato estatal para a ré, em decorrência da destacada posição de poder em que se encontra, diante do exercício do mandato eletivo de Parlamentar Federal.", argumentou o promotor do MP, Carlos Gustavo Coelho de Andrade.

Contém informações da/o Extra.
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