Ministério da Saúde diz ser "inadmissível" não usar cloroquina contra a Covid
Ministro visitou Prefeitura de Manaus e pasta enviou ofício pedindo uso do medicamento nas unidades de saúde

Na segunda-feira (11), o prefeito da cidade de Manaus, David Almeida (Avante), e o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), reuniram-se com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que pressionou a prefeitura a distribuir remédios sem eficácia comprovada, como cloroquina e ivermectina, para tratamento contra a Covid-19.

A pasta do ministro pediu autorização para fazer uma ronda nas Unidades Básicas de Saúde com objetivo de incentivar o uso dos medicamentos. A opção de não utilizá-las foi tratada como "inadmissível" em documento enviado para a secretaria municipal de Saúde de Manaus.

Trecho do documento enviado pelo Ministério da Saúde à Prefeitura de Manaus (Imagem: Reprodução/Folha de S. Paulo)

A secretária de Saúde de Manaus, Shadia Fraxe, afirmou não ter lido ainda o documento, mas que somente distribuirá medicamentos com eficácia comprovada por estudos científicos e que tenham aprovação dos conselhos regional e federal de medicina. No entanto, ela disse não ter sentido pressão em relação ao pedido do ofício recebido.

Shadia mencionou ter perguntado ao ministro sobre a chegada das vacinas. "A vacinação em massa é a nossa grande saída. Preciso receber essa vacina. Foi o que mais eu pedi".

Contém informações da/o Folha de S. Paulo.
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